Por pbagora.com.br

Prefeitura de Campina Grande vai ao MPF e às polícias Federal e Civil contra golpistas
Seplan instaura também sindicância interna e vai ainda pedir ao Creci-PB investigação sobre possível envolvimento de corretores nas ações criminosas

A Prefeitura de Campina Grande decidiu jogar duro, mais uma vez, diante de uma série de denúncias envolvendo golpistas que estão se passando por servidores da Secretaria de Planejamento do Município e do Banco do Brasil para comercializar casas e apartamentos do Conjunto Aluízio Campos. Na manhã desta segunda-feira, 9, o secretário Tovar Correia Lima promoveu uma reunião de urgência na Seplan para definir um conjunto de medidas severas contra os criminosos e a integridade de um processo de sorteio e entrega considerado o mais transparente do Brasil, pelo então Ministério das Cidades.

– Não vamos permitir que um projeto projetado e executado pelo prefeito Romero Rodrigues, que teve o cuidado de cerca-lo, desde o início, por todas as precauções possíveis para se evitar fraudes e qualquer tipo de irregularidade sofra dano por conta de golpistas que tiram benefício da desinformação de algumas pessoas”, destacou o secretário, destacando que, por pelo menos quatro vezes ao longo do processo, a Prefeitura fez alertas públicos de precaução e orientação às pessoas sobre ação de golpistas, indicando a imediata procura das autoridades junto ao MPF, PF e à própria Seplan para efetuar denúncias.

Participaram da reunião com Tovar Correia Lima os secretários Alcindor Villarim, da Chefia de Gabinete do Prefeito, Diogo Flávio, da Administração e ex-titular da Seplan, além do secretário-executivo da pasta, Carlos Dunga Júnior e do coordenador de Comunicação da Prefeitura, Marcos Alfredo. Todos destacaram a participação no projeto de construção e entrega das casas do Aluízio Campos, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, como parceiros pela transparência da obra, inaugurada em novembro passado.

As medidas

Após a reunião, ficou definido o conjunto de medidas que estão sendo adotadas, a partir desta segunda, pela Prefeitura:

– Comunicação formal ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal sobre as denúncias chegadas à Secretaria de Planejamento e à mídia, dando conta da atuação dos golpistas e solicitando acurado acompanhamento.

– Abertura de uma sindicância interna na Seplan para averiguar, com profundidade, qualquer indício mínino de responsabilidade, direta ou indireta, de qualquer servidor em relação às tentativas de fraudes.

– Comunicação oficial ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba (Creci-PB) para pedir investigação sobre envolvimento de possíveis corretores no golpe.

– Reunião com a Superintendência da Polícia Civil no Município para registrar Boletim de Ocorrência sobre o fato, repassando todas as informações, áudio, fotos e vídeos chegados à Seplan sobre o envolvimento direto de terceiros não autorizados na tentativa de tirar proveito de potenciais vítimas e pedindo rigorosa investigação para identificar os golpistas e encaminha-los para responderem por seus atos à Justiça.

Aluízio Campos: transparência sem precedentes

O processo de inscrição, sorteio e entrega do Conjunto Aluízio Campos pela Prefeitura de Campina Grande é considerado um case no Brasil, pelo Ministério da Integração Nacional (que absorveu o antigo Ministério das Cidades), por uma série de medidas inéditas em termos de transparência.

Desde o início, a Prefeitura de Campina Grande convidou para se integrar plenamente ao processo o Ministério Público Federal, que passou a fazer um acompanhamento minucioso e rotineiro de todos os procedimentos adotados pela Seplan. O sorteio, por exemplo, inaugurou um modelo sem precedentes para definição de mutuários: o Município contratou a Universidade Federal de Campina Grande para desenvolver um programa de computador especial, com base criptografada, para sortear publicamente, no Parque do Povo, os contemplados com as casas e apartamentos do conjunto.

As próprias listas de contemplados e de reserva receberam acompanhamento do MPF, num trabalho desenvolvido pelo procurador federal Bruno Barros, que sempre teve acesso a todos os procedimentos da Seplan e do Banco do Brasil.

 

Redação com PMCG

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Escritório de Advocacia composto por paraibanos está entre os melhores do país, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo portal Análise Editoral, intitulada Analise Advocacia 2020, apontou o QVQR Advocacia dentre os escritórios de Advocacia mais exemplares do país. Os sócios que compõem o Queiroga,…

MPPB vai investigar crime de propagação da covid em show na PB

Ministério Público da Paraíba instaurou, nesta segunda-feira (23/11), um procedimento investigatório criminal (PIC) para apurar a suposta propagação de doença contagiosa, crime previsto no artigo 268 do Código Penal, pelo…