A Paraíba se destacou no Nordeste em março deste ano ao registrar o maior crescimento proporcional do setor de Serviços entre todos os estados da região. O saldo do setor no estado foi 215,1% superior ao saldo total de empregos formais gerados no período.
Os números aponta que esse é o melhor desempenho no Nordeste, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
No mesmo mês, a Paraíba registrou um saldo total de 930 vagas formais, com o Comércio contribuindo com 713 postos, terceiro melhor resultado entre os estados nordestinos nesse setor, atrás apenas de Pernambuco (1.198) e Piauí (740).
Interior e semiárido puxam emprego na região
No Nordeste como um todo, o mês de março gerou 25.138 empregos formais. Desse total, 16.834 vagas, o equivalente a 67%, foram criadas no semiárido, reforçando o papel do interior como principal motor do mercado de trabalho regional. Na comparação com fevereiro, o saldo cresceu quase 75%.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Nordeste somou 49.630 vagas, o que representa pouco mais de 8% do total nacional.
Serviços lideram; agropecuária e indústria recuam
O setor de Serviços foi o grande destaque do mês no Nordeste, criando 29.346 vagas, número superior ao próprio saldo total da região. As atividades administrativas e serviços complementares responderam pela maior fatia, com 8.040 postos, seguidas de saúde e serviços sociais (6.346) e educação (4.569).
Em seis dos nove estados nordestinos, o saldo do setor de Serviços superou o saldo total de empregos. Além da Paraíba (215,1%), aparecem Pernambuco (179,5%), Maranhão (153,8%) e Rio Grande do Norte (126,8%). Em Alagoas e Sergipe, o setor fechou positivo mesmo com o saldo geral dos estados no vermelho.
A Construção também avançou em todos os estados, somando 8.387 novos postos. Já a Agropecuária (-8.347) e a Indústria (-7.630) puxaram o resultado para baixo, com perdas generalizadas.
Mulheres respondem por 92% das vagas
No recorte por sexo, as mulheres foram responsáveis por 23.244 das 25.138 vagas geradas no Nordeste em março, o equivalente a 92% do total. Apesar da liderança numérica, a remuneração média das admitidas (R$ 1.955,67) ficou abaixo da registrada entre os homens (R$ 2.075,46). A média salarial geral dos admitidos foi de R$ 2.029,61.
PB Agora
