Por Wellington Farias

Só neste domingo (18), a Secretaria de Saúde da Paraíba registrou 893 casos de Covid-19 no Estado. Trinta e nove são pacientes hospitalizados e 854 são de sintomas leves.

A Paraíba passa a contabilizar 280.063 casos confirmados da doença nos 223 municípios, segundo o noticiário do portal PBAgora, com base em fontes oficiais.

Os números comprovam que continuamos a viver um pico de pandemia. Pode até ser que haja um declínio decorrente da vacinação. O pico da pandemia continua; a situação ainda é extremamente preocupante.

Preocupa tanto que, neste final de semana, o governador João Azevêdo chorou de emoção ao se referir ao problema que põe o planeta em xeque há mais de ano. O governador da Paraíba confessou que tem sofrido de insônia diante do quadro preocupante.

Apenas para ilustrar o quadro de gravidade, reproduzimos aqui trecho da matéria do PBAgora: “Ao falar de sua rotina administrativa nos últimos 12 meses, João Azevêdo contou que a insônia e o estresse passaram a fazer parte do seu dia a dia com mais intensidade. A pandemia da Covid-19 impôs aos gestores um grande desafio. O avanço da doença, o aumento do número de óbito, o risco iminente de colapso no sistema público de saúde e a lentidão da vacinação contra a doença têm gerado um desgaste físico e emocional nos gestores.”

Não é todo dia que um problema tira o sono de um governador, ainda mais por tanto tempo. Se o quadro não fosse tão preocupante Azevêdo não teria chegado as uma situação emocional extrema.

Decreto
Não dá pra entender como, em pleno pico de uma pandemia, a Prefeitura de João Pessoa baixa um decreto flexibilizando as medidas sanitárias restritivas. A impressão que passa é que esse povo não tem uma noção exata do que está acontecendo. Nada que nos surpreende, porem. Afinal, ainda ecoa em nossas cabeças aquela infeliz declaração do secretário de Saúde do Município, Fábio Rocha, de que havia “muito mimimi” sobre a pandemia. Um verdadeiro desdém e falta de respeito sobretudo com as famílias que perderam ente queridos nesta pandemia.

O novo decreto baixado pelo prefeito Cícero Lucena é apressado e incompatível com esta situação de total gravidade. Não dá pra esperar mais um pouco? Por que tanta pressa? Não seria melhor prevenir do que remediar?

Por Wellington Farias

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