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Derrota de Messias impõe dilema a Lula sobre nova indicação

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil via Flickr

A derrota de Jorge Messias no Senado impõe um dilema ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com as eleições próximas e o tempo escasso para uma nova votação ainda este ano, o Planalto avalia dois caminhos: forçar uma indicação imediata em rito acelerado ou adiar a decisão para o ano que vem, correndo o risco de deixar a escolha para uma nova gestão.

Senadores da base do governo entendem que o Planalto precisa fazer um cálculo político para uma possível nova indicação. Eles consideram que Lula pode partir para o enfrentamento ao Senado e apresentar um novo nome na tentativa de capitalizar politicamente o embate.

A ideia, segundo os parlamentares governistas,  seria indicar um nome mais palatável que, em caso de nova rejeição, desgastaria a imagem do Congresso como um agente político com intenção deliberada de prejudicar o Executivo.

Uma possibilidade,  seria indicar atendendo à cobrança de movimentos sociais que, desde o início da gestão petista, pleiteiam maior presença feminina no Supremo. Atualmente, o STF conta apenas com Cármen Lúcia e outros nove ministros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não trabalha com outro nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) e já havia afirmado a pessoas próximas que não indicaria outro nome no caso de rejeição pelo Senado do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), o que se concretizou nesta quarta-feira.

Lula vinha reforçando ao seu entorno que não cogita um plano B para o posto vago após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Messias teve 34 votos, sete a menos do que o mínimo necessário. Foram 42 votos contrários.

Com informações da CNN

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