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Opinião: planos de saúde lucram com a cloroquina no Brasil, que repete Hitler e Mussolini

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O desejo de ser bem sucedido, a ganância e o que há de mais vil nos seres humanos é algo histórico. E digo, sem a menor dúvida, que posicionamentos, até maléficos, foram “moldados” no conceito segregação e capital. Provas? Hitler, por exemplo.

Segundo a Forbes, uma revista estadunidense de negócios e economia, quem mais “lucrou” com o horror da Segunda Grande Guerra do lado alemão foram, respectivamente, a Família alemã dona de marcas como Krispy Kreme, Panera Bread e Pret a Manger. Eles admitiram ter participado e lucrado com o regime nazista.

Mais de uma dúzia de bilionários europeus e suas famílias, cujas raízes empresariais antecedem a Segunda Guerra Mundial, obtiveram vantagens com contratos e fornecimento de mão de obra escrava.

Eugène Schueller, avô da mulher mais rica do mundo, Françoise Bettencourt Meyers, e fundador da L’Óreal, teria sido um conhecido antissemita. A multinacional francesa supostamente prosperou sob o Terceiro Reich.

A alemã Bertelsmann se juntou a 6 mil empresas alemãs para o pagamento coletivo de US$ 4,5 bilhões a pessoas que foram vítimas do trabalho escravo nazistas.

Magnatas anti-nazistas escolheram trabalhar para o regime para não perder seus negócios ou colocar a si mesmos e suas famílias em perigo.

E no B$Rasil de hoje?

Enquanto estudos internacionais apontam para a não eficácia – e o pior, para os riscos colaterais – do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, um grupo de médicos do Recife, chamados “Doutores da Verdade”, vem receitando e distribuindo a medicação de “graça” em comunidades.

A compra do remédio e a promessa de salvar vidas são patrocinadas por empresários e pela deputada estadual Clarissa Tércio (PSC), que anunciou a doação de metade do seu salário para a compra da hidroxicloroquina.

Planos de saúde também estão “doando”, com prescrição, a medicação, inclusive para o uso em domicílio. Sob o argumento da escassez da droga no mercado farmacêutico brasileiro, a Fundação Ana Lima, braço social do Sistema Hapvida, doou a hidroxicloroquina para as operadoras do Sistema Hapvida (Hapvida, São Francisco, América e RN Saúde).

Em Belém, a Unimed, no ano passado, também estava com uma ação desse tipo, distribuindo aos seus pacientes com prescrição, por drive thru, o coquetel cloroquina, azitromicina e ivermectina.

As ações políticas e do mercado de saúde estão alinhadas com o que defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em conformidade à matéria veiculada no PB Agora desta segunda-feira (14), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) notificou extrajudicialmente os planos de saúde Hapvida e a Prevent Senior pela suposta imposição do uso cloroquina e outros medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19.

O indício é de que a Hapvida estaria pressionando médicos a prescreverem esses medicamentos em pelo menos quatro Estados – Goiás, Pernambuco, Pará e Ceará.

Já em João Pessoa, no caso da Prevent Senior, o Idec reiterou uma notificação enviada à empresa em 2020 em que solicitava esclarecimentos sobre a indicação de medicamentos sem eficácia comprovada para o tratamento da doença.

Pois bem!!! E ainda tem gente que vibra com as chamadas “motociatas”. Em tempo: uma manifestação tipicamente fascista e muito semelhante às que o então líder fascista italiano, Benito Mussolini, fazia nos anos 30, quando saía de moto acompanhado por um grande cortejo de seguidores.

Tudo para demonstrar força política e intimidar opositores ao regime então vigente na Itália. Agora só uma detalhe: na época, pandemia era algo do “passado”.

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