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OPINIÃO: depois de retirar os camelôs, PMJP deveria mandar limpar o Centro

Depois de retirar os camelôs da área, a Prefeitura de João Pessoa bem que poderia determinar ao seu setor competente uma limpeza geral no centro da Capital. Eu prefiro acreditar que o prefeito Luciano Cartaxo há muito não circula pela área central de Jampa e, com toda a certeza, não está sabendo da situação.

Como diria o jornalista José Euflávio, a situação está de vaca desconhecer bezerro, principalmente no entorno da Praça João Pessoa, exatamente onde fica a sede dos Três Poderes. No entorno do Tribunal de Justiça, sobretudo por aquele lado onde fica o Pavilhão do Chá, o lixo ta quase dando na canela.

O bom seria mesmo que o centro da Capital fosse todo bem tratado e limpo como é o Parque Solon de Lucena. Ali, sim, dá gosto frequentar. Estive lá ontem (18) e, confesso, dá gosto frequentar aquele parque. Sem dúvida, foi o maior feito do prefeito Luciano Cartaxo em sua gestão, pelo menos até agora.

Catando

O governador João Azevedo e seu time político estão em campo buscando conquistar a adesão de lideranças pelo interior do Estado – prefeitos e vereadores. Estão abordando, sobretudo, os caquinhos que sobraram das oposições que foram esmagadas nas eleições passadas, em sua maioria órfãos do ex-senador Cássio Cunha Lima, hoje sem mandato e sem poder.

Agora que Cássio está sem mandato, a galera tá buscando em João Azevedo uma tábua de Salvação. Assim sendo, não tem sido difícil amealhar um bom número de conquistas

Em Serraria

Na minha terra, a turma que há séculos acompanhava o senador Cássio Cunha Lima e também o ex-deputado Rômulo Gouveia, embarcou de mala e cuia no projeto de João Azevedo, depois de um trabalho bem feito do deputado Tião Gomes, de convencimento.

Constituição

Este ano, a Constituição da Paraíba estará completando 30 anos, precisamente no dia 5 outubro, data em que a Carta Magna foi promulgada, no ano de 1989.

A mais recente Constituição paraibana foi preparada em meio a um clima de acirrada disputa entre o então governador Tarcísio de Miranda Burity (PMDB) e o deputado João Fernandes, presidente da Assembleia Estadual Constituinte, do mesmo partido do governo, mas dissidente.

João disputou a Presidência do Poder Legislativo, para também presidir a Constituinte, com o então líder do governo de Burity, o deputado Ramalho Leite.

O então governador Tarcísio Burity não prestou juramento a Constituição promulgada sob a presidência de João Fernandes. A questão foi parar no Supremo Tribunal Federal.
Foi a partir desta brincadeirinha ai que Burity levou uma baita rasteira da Assembleia, o governo ficou de cofres vazios e a Paraíba pagou um preço caríssimo. Sobretudo os funcionários públicos, que passaram seis meses com seus salários atrasados, muitos deles passando fome.

 

Wellington Farias

PB Agora

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