Por pbagora.com.br

Meio ambiente e cuidados com a natureza são como obras subterrâneas: não rendem votos; assim sendo, pouco importam aos projetos de gestão dos governantes em geral.

Portanto, não esperem dos governantes uma solução definitiva para o problema de desmoronamento acelerado da tão badalada barreira do Cabo Branco, em João Pessoa.

Há muita enrolação em todas as ações supostamente de preservação daquele patrimônio, um dos mais belos do litoral brasileiro. As providencias, quando tomadas, não passam de paliativos ou encenação para iludir o público. Às vezes, terminam gerando outros problemas, como agora.

Paisagista
Eu ainda estava engatinhando na profissão de Jornalista, quando entrevistei o conceituado paisagista brasileiro Burle Marx, ao pé da barreira do Cabo Branco. Ali, ele já chamava a atenção de todos, num tom de apelo aos gestores públicos: “Se não forem tomadas medidas urgentes de preservação, em 40 anos não teremos mais este ponto avançado do litoral sobre o mar”.

Burle Marx foi simplesmente profético: a tal barreira, como braço avançando sobre o Atlântico praticamente não existe mais. Temos, no máximo, um cotoco, e olhe lá.

Em tempo: não confundam a barreira do Cabo Branco com o ponto mais oriental das Américas. Não é. É a Praia do Seixas que fica mais adiante e não tem barreira.

Novo problema
A coluna recebeu mensagem segundo a qual “obras na barreira do Cabo Branco, a cargo da Prefeitura da Capital, estariam provocando um dano ambiental de proporções consideráveis nessa e em outras praias de João Pessoa.
Pedras foram colocadas no pé da barreira, só que de dimensões bem menores do que deveria ser. Com isso, o mar arrasta e distribui as pedras ao longo da costa.”

A denúncia seria do engenheiro civil, Francisco Jácome Sarmento, que também é professor da UFPB e ex-secretário de Recursos Hídricos do Estado. Ele teria alertado a Prefeitura há dois meses. Até hoje sem resposta, comunicou o fato ao Ibama e resolveu levar a público o que chama de ‘crime ambiental’.

O rebate
A Prefeitura da Capital reagiu à revelação com nota emitida nesta segunda-feira (13), por intermédio do coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela.

Na nota, Estrela esclarece que as rochas que apareceram na extensão da praia de Cabo Branco, registrada por populares nos últimos dias, trata-se de rochas sedimentares e seixos já existentes há milhares de anos no mar, sendo inverídica, a informação de que pedras que estão sendo colocadas na obra de proteção da falésia do Cabo Branco tenham se deslocado para a extensão a faixa de areia da praia.

O coordenador explicou que a distância da obra do entroncamento do sopé da barreira para o local onde foram flagradas as pedras na praia é de mais de 400 metros, o que tornaria impossível sua chegada pela força do mar. Além das pedras sedimentares e seixos, também há pedras que se soltaram de gabiões construídos há alguns anos para proteção da calçadinha.

Corona
Essa flexibilização do isolamento social já começa a dar errado. Na região do Brejo algumas cidades registram aumento de casos confirmados.

Em Serraria, por exemplo, onde foi instalada uma eficiente barreira sanitária, depois das noticias de flexibilização, a cidade praticamente voltou ao normal.

E dispararam os casos de Covid-19 confirmados nos últimos três dias.

 

Wellington Farias
PB Agora

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