Por Eliabe Castor

Uma das melhores formas de educar, sensibilizar, mostrar as pessoas o que é real ou engodo reside nas artes. É claro que emitir não só a educação, mas também conhecimento é fator primordial para que um país, estado ou município cresça de forma macro.

Que um só ser seja modificado. Basta isso, para que ele seja multiplicador das boas novas. Modificado não como uma moldura estática que só diz sim ou não sem pensar, ou pensa no que aquilo lhe é conveniente.

O que nos cresce enquanto humanos

O senso crítico, o não apego cego a dogmas religiosos, aceitações políticas convencionais, ortodoxas ou extremas; elevam eu e você de categoria.

E aqui penso com a ciência, não o criacionismo convencional existente na maioria das religiões. E sim! Sou cristão, e prezo pela sabedoria, sabedoria essa vinda de povos como os da Grécia e Roma antiga. Do que li, vou ler e depurar.

Como Saladino, chefe militar curdo muçulmano que se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus no chamado Levante, utilizou o saber para subjugar seus inimigos em parceria com a fé nobre, não a atroz, mesmo em uma guerra dita “santa” pelas duas partes do conflito.

Agora o leitor dever estar com fastio ou interessado pelo motivo que resolvi tocar em algo aparentemente complexo, e que envolve paixões diversas e ódios mil.

E aí eu explico: é a arte que coloca o humano na categoria de ser pensante. Desde as pinturas rupestres, passando pelos hieróglifos egípcios, o teatro grego – com cânticos, declamações, dança e mímica; choro e sorriso – passando pelos trovadores medievais, somado à própria escrita, que é arte, o mundo de hoje mudou, e muito.

Não vivemos mais sobre árvores. A caça e coleta foram substituídas por bits. Tudo isso é uma realidade. Mas não há dúvidas. Em todos os tempos foi a arte a mais bela e singela forma de expressão. Desde as pinturas da Caverna de Chauvet, até nosso querido Ariano Suassuna e sua mente mágica, é ela – a mãe arte – que revela a beleza do mundo.

E aí é impossível fazer comparações de séculos, épocas, gostos culturais. Arte é arte, até para aqueles que não a consideram. Não iria longe, no aspecto sociológico e antropológico para colocar na mesma esfera Tom Jobim e Pabllo Vittar. Demorei a entender que o mundo é mutável e, em cada época, formas de arte ficam e outras são sepultadas.

Em resumo, o que é lixo, voltará a tal condição. Já a “Pedra Filosofal” será mantida por séculos, “milênios, milênios no ar”, como disse um tal de Chico certa vez na sua bela “Futuros Amantes”.

Cícero, Fuba e uma bela parceria contra o negacionismo

Aí, após toda essa retórica mambembe da minha parte, eis que vi uma peça publicitária da Prefeitura Municipal de João Pessoa, que hoje tem como maestro o prefeito Cícero Lucena (PP), cuja batuta está bem afinada com a população, pondo prioridades há muito esquecidas em gestões passadas para voar.

E em um desses vôos felizes recebi via WhatsApp. Era o dileto amigo Mestre Fuba e sua mensagem bem mais eficaz que imposições autoritárias, observando que o autoritarismo é uma coisa; zelo pela vida e coisa pública são outras, como bem faz o governador João Azevêdo (Cidadania), o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD) e tantos outros atores Brasil afora.

Para eles, Carnaval nio ano que vem tem. Gato, eu e você, não somos. Sete vidas nunca terei, muito menos você, neste mundo. A pandemia é uma realidade. Só não vê quem não quer ou expõe de forma criminosa parentes e amigos a esse mal do século. Seja aqui ou alhures. Tenho certeza que você, leitor, já teve alguém próximo que foi vitimado pela Covid-19.

Retornado a Fuba e Cícero

Pois bem! Conheço os dois há pelo menos duas décadas. Não sou próximo a eles. Mas quando nos encontramos, trocamos diálogos amigáveis. E agora ponho na balança dos seres humanos um artista, um político; ou ao contrário, pois o ser humano tem a capacidade, como o camaleão ou um polvo, de inverter papeis, no caso em pauta, bons papeis.

E aí, no domingo de Carnaval, como disse antes, recebi a mensagem do Mestre Fuba, cujo mecenas foi Cícero Lucena, aplicando bem o dinheiro público. Nada de grande espetáculo do ponto de vista visual, mas a mensagem, divina para o Ocidente e Oriente, pois arte e amor não respeitam fronteiras. A mensagem foi bem dada e executada em tom afinado.

Diz em um dos trechos do frevo-canção de Fuba: “Te quero folião no Carnaval do ano que vem”. Sim, bela melodia, letra impecável, e por fim, que seja entendido de forma mais profunda a mensagem. Eu, você, eles, nós queremos todos vivos no belo carnaval da vida. Não serão atitudes inconsequentes que irão ceifar a minha ou sua respiração.

Seja você de esquerda ou de direita. Lulista ou Bolsonarista. Eu luto por um mundo melhor. E você? Critica ou aplaude o milagre de estar aqui, pisando neste chão?

 

Por Eliabe Castor

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