Por pbagora.com.br

A partir de 2021 o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, que também é o atual presidente do Partido Verde na Paraíba, fica sem mandato e sem parentes com mandato. Ainda assim tomou a decisão de ficar em cima do muro nesse 2º turno das eleições em João Pessoa, após ter administrado os rumos da Capital paraibana por oito anos.

Ao decidir pela neutralidade, Cartaxo se elimina politicamente e, de quebra, sepulta o próprio partido para as eleições de 2022, já que não tem deputados filiados à legenda, tampouco prefeitos eleitos. A preço de hoje, o PV conta apenas com três cadeiras na Câmara Municipal de João Pessoa (Milanez Neto, Bosquinho e Emano Santos) e deve ser agarrar a elas para continuar respirando

Diferentemente do PV, partidos como PSDB e DEM, que também tiveram candidatos nas eleições 2020, mantiveram os cabeças de chapa neutro, porém, partidariamente, não se omitiram. PSDB optou por Nilvan Ferreira (MDB); já o DEM ficou com Cícero Lucena (PP).

A história de Cartaxo caminha para repetir a derrocada de Ricardo Coutinho (PSB), que deixou uma gestão bem avaliada à frente do Governo da Paraíba e, dois anos depois, sequer conseguiu figurar entre os mais votados na disputa pela prefeitura de João Pessoa.

Assim como Ricardo, Cartaxo também tem na bagagem algumas investigações no Ministério Público da Paraíba, a exemplo da Operação Irerês por suposto superfaturamento nas obras da Lagoa.

A mesma história mostra que, no caso de Cartaxo, não se posicionar não é uma boa estratégia. O modelo de gestão do PV foi rejeitado nas urnas de 2020 e agora pode ser o responsável por elidir seus representantes da política paraibana.

Márcia Dias

PB Agora

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