Por pbagora.com.br

O mundo tem assistido perplexo, apreensivo, atônito e até com medo de que a raça humana esteja prestes a entrar em extinção, os efeitos devastadores do novo coronavírus ( Covid-19}.
A pandemia já matou mais de 10 mil pessoas em todo o mundo e deixou mais de 220 mil infectados, entre os quais, mais de 600 no Brasil, se alastra como rastro de pólvora. Somente na Itália, o coronavírus matou mais de 3,400 mil pessoas entre as quais,28 padres; deixou um rastro de mortes na China, Espanha, França, e se espalhou vertiginosamente pelo mundo afora.

A Itália aliás, se tornou o país do mundo a registrar o maior número de mortes pelo Sars-Cov-2. Foi triste e chocante assistirmos essa semana, as imagens de caminhões carregados de caixão e os cemitérios praticamente sem espaço para enterrar os mortos.

Por conta da pandemia, muitos países entraram em quarentena; as ruas, praças e vilas ficaram desertas em um total e indispensável isolamento social. São os tempos temerosos do Covid-19 que abalou com todas as estruturas do planeta terra.

Como se não bastasse todo esse cenário assombroso que tem chocado o mundo, o novo coronavírus ainda tem servido para fazer desabrochar um lado egoísta da humanidade. Muita gente tem aproveitado o avanço da pandemia para aumentar de forma absurda os preços dos produtos usados para evitar a proliferação do vírus, como álcool em gel e até máscara cirúrgica. Sem contar que muitos, totalmente insensíveis com o semelhante, e pensando apenas no seu cuidado, estão estocando os produtos para a higienização, que aliás, já falta em muitas prateleiras dos supermercados.

Como um vírus tão nefasto, cruel e letal que interrompe aulas, fecha igrejas, faz os bispos e padres pedirem aos fiéis para não irem a Missa; provocando um espécie de “aparthaid” social, e obriga países a fechar fronteiras, ter alguma coisa de positiva? Sim. Parece paradoxal, mas podemos tirar lições do coronavirus.

E aqui eu me aproprio de um sábio comentário feito essa semana despretensiosamente pela professora campinense Marlene Gomes. Os isolamentos sociais não são para juntar pessoas. Mas agora, por conta da pandemia, está todo mundo reunido em casa.

Pessoas unidas, famílias juntas, pessoas solidárias preocupadas umas com as outras; em atos de amor. Os governantes do mundo preocupados com a população patrões preocupados com seus funcionários, mandando os ficarem em casa com suas famílias. Estão preocupados com idosos com medo que algo de ruim lhes aconteça e levam para sempre e repentinamente consigo toda sabedoria de uma vida longa.

E de repente o mundo passou a um preocupar se com o outro. Eu deixei de ser o mais importante. O outro passou a ser o centro dos meus cuidados e preocupações, pois se outro não estiver totalmente bem ao ponto de viver sua vida e desempenhar suas atividades , eu também não poderei estar bem. O outro antes de mim em um ato de desapego e renúncia. Eu devo estar bem para que os outros próximos a mim não padeçam. O isolamento significa amor, cuidado e preocupação com o bem estar do outro.

Analisando tudo isso, vemos que apesar de ruim, de ser letal em muitos casos, a situação da pandemia nos trouxe reflexões e atitudes importantes a muito esquecidas e deixadas de lado por todos nós.
Saímos da “simesmisse” e passamos de repente a oferecer uma mão amiga para ajudar o outro que muitas vezes nem se conhece para que ele fique bem e consequentemente “eu” fique também saudável e possa viver normalmente . Uma verdadeira corrente de solidariedade se formou em meio ao avanço do vírus.

Sem dúvida, o coronavirus é ruim, mal, perverso e tem enlutado o mundo, mas em tempos de dor, podemos sim, enxergar algo bom por traz da pandemia. O vírus que mata também obriga a humanidade a parar e a forçadamente cuidar do seu semelhante, do planeta e do meio ambiente. Basta ver os famosos canais de Veneza na Itália, que há poucos dias, estavam totalmente poluídos, e essa semana, devido ao isolamento social do pais, ficaram transparentes. Totalmente cristalinos.

Severino Lopes
PB Agora

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