Seja por necessidade financeira ou por satisfação pessoal, ingressar no universo do empreendedorismo e abrir o próprio negócio tem se tornado uma iniciativa cada vez mais recorrente na Paraíba. É o que indica levantamento realizado pelo Sebrae, com base em dados da Receita Federal, que apontou crescimento de 102,7% no número de microempreendedores individuais (MEI) registrados no estado em cinco anos.

Conforme os dados, em 2014 a Paraíba encerrou o mês de agosto com 58.067 microempreendedores individuais cadastrados, número que no final de agosto desse ano era de 117.731 registros. Se enquadram nessa categoria do Simples Nacional os empreendedores que possuem faturamento máximo anual de R$ 81 mil e que podem contratar até um funcionário registrado.

Ao se formalizar como MEI, o empreendedor passar a ter um CNPJ, podendo emitir notas fiscais e ter mais facilidade de acesso ao crédito, além de contar com uma série de benefícios previdenciários, como aposentadoria, licença-maternidade e auxílio-doença, desde que se mantenha em dia com o pagamento da sua contribuição mensal.

Além do número de MEIs, o levantamento também aponta um crescimento de 4,9%, no mesmo período, em relação à quantidade de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) registradas no estado. Em agosto de 2014, conforme os dados da Receita Federal, a Paraíba tinha 47.735 MEs e EPPs cadastradas, número que em agosto desse ano era de 50.112.

Simples Nacional – Considerando de forma geral o número de optantes do Simples Nacional, as estatísticas também indicam um incremento no estado no período de cinco anos. Em agosto de 2014, a Paraíba contava com 105.802 optantes, número que passou a ser de 167.843 no mesmo período de 2019, o que representa um crescimento de 58,6%.

Ao avaliar os dados, a gerente de Estratégia do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, destacou três fatores que contribuíram para o aumento do número de pequenos negócios no estado. “Esse crescimento e, em particular, o número de MEIs, deve-se principalmente a três fatores: facilidade na abertura e legalização de um negócio, a crise que fez o desemprego crescer e transformou a ideia de montar um pequeno negócio em uma opção e, por último, a mudança cultural que traz o empreendedorismo como alternativa de vida e carreira para a nova geração”, pontuou.

PB Agora

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