40 é pouco: Couto diz que mais de 100 policiais da Paraíba estão envolvidos no grupo de extermínio
O anúncio da existência de um grupo de extermínio atuando na Paraíba não surpreendeu em nada o deputado federal Luiz Couto (PT). Na verdade, nem mesmo o envolvimento de policiais no esquema que teria assassinado cerca de 300 pessoas nos últimos 10 anos é novidade para o parlamentar.
“Há 15 anos já denunciávamos a existência de grupos de extermínio na Paraíba. Esse reconhecimento por parte da secretaria do Estado da Segurança e da Defesa Social é só uma comprovação dos dados que tínhamos. Antes, entretanto, quando apresentei a denúncia todos diziam que não existiam este tipo de coisa aqui, que tudo não passava de invenção“, desabafou o deputado.
Ainda de acordo com o parlamentar, o número de policiais envolvidos no esquema é muito mais alarmante. “Nossos dados revelam a participação de mais de cem policiais, e não somente em um grupo de extermínio, mais em vários que atuam aqui na Paraíba”.
Couto revelou certo receio com relação ao anúncio do Estado. Para ele, a revelação de importantes detalhes como o envolvimento de coronéis no esquema só deveria ter sido feita depois que os rumos das investigações já estivessem definidos. O receio é de que a antecipação favoreça a defesa dos acusados.
“Já fui informado de que há movimentos por parte de alguns acusados que já estariam trabalhando para que seus nomes não viessem a público. Sem a prisão preventiva dos envolvidos, eles podem facilmente tentar eliminar provas”.
Diante do suposto envolvimento dos chamados “peixes grandes”, o deputado espera que as investigações não sofram interferências. “É necessário de que todo seja desbaratado. Não só os executores devem ser punidos. Os mandantes, os articuladores, todos precisam ser investigados, não só uma parte.”
O deputado espera que as investigações sejam aprofundadas, inclusive contando com a articulação entre polícias civis e militares, Ministério Público Estadual e Federal, polícia Federal e Receita Federal, realizando levantamentos de patrimônio, solicitando quebras de sigilos bancários e telefônicos, assim como a prisão preventiva dos supostos envolvidos.
“Com um trabalho articulado, acredito que as autoridades de segurança, agindo sem pressão ou interferência externa, consigam desvendar estes crimes, como foi o que aconteceu no estado do Ceará”, declarou.
Segundo Couto, já há na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei de número 370, pronto para ser votado, que classifica a atuação destes grupos como crime federal, ou seja, no qual a investigação e a conseqüentes punições passam da esfera estadual para a federal.
O Norte
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