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Laudo aponta falta de freios em elevadores de condomínio da Construtora Guedes Pereira onde mulher ficou paraplégica na capital

Foto: TV Cabo Branco

Um laudo de inspeção realizado em janeiro de 2026 no condomínio Reserve Altiplano I, no bairro do Altiplano, em João Pessoa, apontou o uso de fita isolante nas corrediças de um dos elevadores e a ausência de sistema de freios em outro equipamento do residencial.

O documento foi considerado pela justiça paraibana na decisão que determinou à construtora Guedes Pereira a substituição integral dos elevadores, após um deles cair no último dia 13 e deixar uma mulher de 36 anos paraplégica, além de duas crianças feridas.

A Perícia, chamada de Relatório de Inspeção Anual (RIA) e feita por empresa particular entre os dias 14 e 15 de janeiro, apontou que a fita isolante estava sendo usada no elevador do Bloco B por conta do desgaste das corrediças. Outro equipamento apresentava problema no sistema de freios. O equipamento possuía uma mola com pouca pressão e sem contato do freio de segurança.

A conclusão do documento indica ainda a ausência de para-choques e circuitos de segurança inoperantes. Não se sabe se os problemas foram corrigidos antes do acidente.

Troca imediata dos elevadores

A juíza Shirley Abrantes, da 8ª Vara Cível de João Pessoa, identificou falhas estruturais nos equipamentos e atribuiu a responsabilidade à construtora, com base no artigo 618 do Código Civil e no artigo 20 do Código de Defesa do Consumidor. A magistrada concluiu que os vícios não eram estéticos nem decorrentes de mau uso, mas falhas graves de projeto e instalação.

A decisão judicial determina que a GGP substitua integralmente os elevadores em até 90 dias, após perícia e vistoria contratadas pela empresa. A construtora deverá apresentar cronograma das obras e poderá ser multada em R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento.

O condomínio já havia acionado a Justiça antes mesmo do acidente por falhas recorrentes nos elevadores, incluindo travamentos, interrupções e até um incêndio no fosso do Bloco B.

Outras interdições

Após o acidente, a Defesa Civil de João Pessoa interditou os elevadores do Reserve Altiplano I na quinta-feira (14) e, na sexta (15), fez o mesmo com os 11 elevadores do Reserve Altiplano 2, empreendimento vizinho da mesma construtora. A construtora afirmou que a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos recai sobre o condomínio após a entrega e que está à disposição das autoridades para colaborar com as apurações.

A mulher, que estava acompanhada dos filhos de 3 e 5 anos no momento em que o elevador despencou do terceiro andar, passou por cirurgia no Hospital Nossa Senhora das Neves e tem quadro clínico estável. As crianças foram atendidas e receberam alta do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

PB Agora

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