Por pbagora.com.br

Fred Furtado, especialista em reputação e autoridade digital, fala que o carisma que a ex-sister conseguiu com público se deu pelas estratégias pessoais no jogo e no marketing digital

Com 90,15% dos votos, a advogada e maquiadora Juliette Freire, campeã do BBB21, entrou para a história do reality sendo a campeã com a terceira maior porcentagem da história do programa. Até então, Fael Cordeiro (BBB12) lidera com 92% e o segundo lugar vai para Diego Alemão (BBB07), com 91%.

 

Além de Juliette levar para casa a bolada de R$1,5 milhão, a milionária levará consigo a admiração e o carinho de fãs que conquistou ao longo do jogo. Mas, embora a advogada já estivesse sendo cogitada a ser campeã desde as primeiras semanas de reality, não foi fácil para ela conseguir a admiração do público, pois suas tentativas falhas de investidas em Fiuk, lhe criaram outra imagem.

 

Entretanto, houve uma reviravolta e Juliette virou chave. De acordo com a pesquisa da DesbravaData (startup de monitoramento digital), já na quarta semana de confinamento, seu nome e sua imagem ganhou grande proporção aqui fora e ela começava a partir dos pouco mais de 3 mil seguidores rumo aos mais de 25 milhões que tem hoje.

 

Para falar de forma analítica e aprofundada sobre a mudança de comportamento da ex-sister no programa, convidamos o empresário e especialista em reputação e autoridade digital Fred Furtado para analisar os passos de Juliette dentro da casa e de sua equipe de assessoria de imprensa aqui fora.

 

“A Juliette entrou muito bem organizada mentalmente. Ela sabia das principais condições e habilidades que tinha e, até em função ao Big Brother anterior, certamente ela já imaginava o perfil de seus adversários e sabia que seriam novamente famosos contra anônimos”, assim iniciou Fred Furtado, que acrescentou ao cenário a primeira estratégia usada pela ex-sister no programa: se aproximar dos famosos.

 

“Durante os meses de confinamento, a Juliette sempre conseguiu atuar muito bem na relação com os famosos, criando uma proximidade desde que ele entrou. Primeiro, foi o Fiuk, depois os sertanejos, posteriormente, Vih Tube, então ela sempre conseguiu se manter por perto”, ponderou o especialista.

 

A segunda estratégia que o empresário acrescenta foi o fato da maquiadora saber usar o tempo de exposição na TV. Segundo ele, o tempo de Juliette, duração das edições, foi muito grande, e ela soube se aproveitar disso. “Ela também entendia a importância da câmera e, a partir daí, ela conseguiu fazer um equilíbrio entre o tempo de aparição e os relacionamentos”, disse Fred.

 

Convertendo os problemas em benefícios próprios

 

De longe, essa edição do Big Brother foi a que mais se pautaram problemas sociais, relacionados à saúde mental, racismo e xenofobia, sofrido por Juliette, que é nordestina, em alguns momentos. Mas, segundo o empresário, em vez da paraibana se vitimizar em todos os acontecimentos, ela procurou da melhor maneira possível resolver os conflitos.

 

“Ela teve a inteligência de potencializar o fato. Infelizmente, somos um país que gostamos do vitimismo, no qual as vítimas são pessoas que, normalmente, a gente valoriza. Mas, quando a Juliette sofreu bullying, devido ao seu sotaque, ela também tem mais um movimento de crescer, pois na TV dá um tempo maior para um conflito e ela, por buscar resolver os problemas que teve, sempre teve uma exposição maior. Nesse sentido, se posicionar de maneira correta, foi inteligente demais”, ponderou.

 

Trabalho também realizado no meios digitais

 

Associados aos conflitos sofridos por Juliette na casa, houve uma preocupação maior de sua equipe de assessoria em manter bem a sua imagem. Então, associado a todas as estratégias que a milionária traçou ao longo do BBB, Fred também dá os devidos créditos ao trabalho feito por sua equipe nas redes sociais.

 

“Desde o começo, a Juliette já despontava nas redes sociais, portanto, uma equipe extremamente inteligente capacitada visou trabalhar sua imagem em cima desses confrontos, não pela busca de intrigas, mas no sentido de apaziguar, obviamente, as redes sociais comandaram, de maneira exponencial. Existe até um dado momento em que ela teve a foto mais curtida do mundo, em menos tempo, desbancando grandes cantoras internacionais, fazendo ela aparecer de maneira forte, crescendo seus números, então, sim, a equipe dela foi fenomenal”, explicou o empresário.

 

Juliette daqui pra frente

 

O Big Brother Brasil chegou ao fim, mas deixou lições importantes em nossas vidas. O ponto que teremos agora a considerar é como Juliette vai saber com tanta exposição, pois vejamos, atualmente no Instagram, a ex-sister já conta com mais de 25M de seguidores e durante o confinamento, tudo que ela usava vendia muito bem aqui fora. Associado a isso, a vida dela vai se encher de grandes empresas e marcas para fechar parcerias.

 

Sobre os próximos passos, Fred pondera que as empresas vão sim invadir a vida de Juliette e que em poucos meses ela pode triplicar seu dinheiro. “Ela ganhou o prêmio por mérito, não foi porque foi rejeitada, pelo contrário, o discurso final do apresentador foi cirúrgico sobre ela, porque o Brasil realmente adotou a participante e em dois, três ou quatro anos, ela sendo bem trabalhada pelas marcas, pode se tornar uma pessoa muito importante no marketing digital”, finalizou.

 

Sobre Fred Furtado

Fred Furtado é um executivo com foco na área digital, marketing de influência, performance e produção de conteúdo. Além disso, é especialista em social B.I e marketing de influência.

Fotos do Fred Furtado / créditos: Arquivo Pessoal

Imagens de Juliette / créditos: Divulgação TV Globo

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