O Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Aldo Cillo Pagotto, divulgou nota sobre a proibição da “Marcha da Maconha” que seria realizada neste domingo em João Pessoa. No Recife, onde o evento não teve restrições da justiça, cerca de 2 mil pessoas participaram da marcha.
Confira a nota na íntegra
NOTA OFICIAL DA ARQUIDIOCESE DA PARAÍBA SOBRE A PROIBIÇÃO DA “MARCHA DA MACONHA”:
Apraz-me saber que a honradíssima Justiça da Paraíba proibiu a realização da “marcha da maconha” na Capital do nosso tão querido Estado. A mídia veiculava notícias sobre o evento planejado para o último domingo, dia 3 de maio. Os organizadores argumentavam ter direito a liberdade de expressão. Ora! Estamos diante da apologia da droga.
A Igreja Católica e muitos representantes dos Poderes constituídos e políticos se manifestaram contrários à realização do evento, e aqui vem os meus agradecimentos a alguns deles, como o vereador de João Pessoa, Geraldo Amorim, e a Procuradora Geral de Justiça do Estado, Janete Ismael. Agradecimentos especiais à juíza da 8ª Vara Criminal de João Pessoa, Michelline de Oliveira Jatobá, que aceitou o pedido oficial do Ministério Público Estadual e proibiu a “marcha”. Sabiamente a juíza entendeu que o evento não tinha o objetivo exclusivo de promover um debate sobre o assunto, mas poderia induzir, principalmente os menores de idade, ao uso de entorpecentes. Lembrando ainda que o estímulo ao uso de drogas é crime. A juíza alertou que quem descumprir a decisão poderá ser preso com pena que varia de 15 dias a 6 meses de cadeia, e ainda poderá pagar multa.
A sociedade verdadeiramente democrática não pode aceitar a apologia do uso da maconha ou de quaisquer outras drogas, prevendo-se a propagação do vício – um mal intrínseco. A dependência à droga desgraça a vida de milhares de adolescentes e jovens, comprometendo o presente e o futuro da nação. Quem perdeu seu filho para o submundo da droga sente o peso da dor e da frustração, testemunhando um rosário de sofrimentos e decepções.
O processo de iniciação à dependência química se dá pela bebida ou pelas drogas consideradas “leves” como a maconha. O organismo logo pedirá doses elevadas, até se chegar, em breve tempo, às drogas “da pesada”. Os dependentes, para sustentar o vício, partem para a criminalidade, reproduzindo o círculo vicioso da violência. Cabe aos pais a orientação fundamental ao amor familiar e a educação ao espírito cívico, construtor de uma sociedade edificada em base à ordem e ao trabalho.
Com a proibição da “marcha”, a Paraíba dá prova de que escolhe a vida e a esperança, levadas pela fé, justiça e paz.
Da Redação
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