A Paraíba ainda se recupera dos prejuízos causados pelas chuvas de 2008 e já está em alerta para o risco de novos transtornos. Com a chegada do pré-inverno, a Defesa Civil do Estado reconhece que não há como evitar tragédias, mesmo com grande parte dos municípios ainda sob o cenário de destruição trazido pelas fortes chuvas do ano passado, principalmente no Sertão, onde o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê aumento de 35% do volume de chuvas.

Para o coordenador da Defesa Estadual, coronel Sinval Borges, não há como evitar, e nem muito menos medir, os riscos com a chegada de chuvas mais intensas. Na tentativa de amenizar os possíveis prejuízos, ele garantiu que o trabalho de monitoramento das 123 barragens já começou e que a expectativa é impedir estragos como os que foram vistos no ano passado, quando o rompimento de 264 açudes deixou o rastro de destruição: 89 municípios atingidos pelas enchentes, 40 comunidades ilhadas, queda de dez pontes e seis estradas sem acesso. “Não temos nenhum plano elaborado. O nosso trabalho se restringe às consequências e consiste em monitorar os índices pluviométricos dos reservatórios”, pontua o coronel Borges.

Então o que fazer para conter a fúria da natureza? “Além de acompanhar o impacto das chuvas em todas as barragens do Estado, já abrimos as comportas de cinco açudes que já estavam sangrando”, explica. Entre eles, o açude de Acauã, que teve o fluxo de água liberado no último dia 5, pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). O terceiro maior reservatório da Paraíba tem capacidade para armazenamento de 253 milhões de metros cúbicos de água e fica entre os municípios de Itatuba e Salgado de São Félix.

A Defesa Civil possui aproximadamente 200 coordenadorias espalhadas por todo o Estado. Porém, o coronel ressalta que os gestores municipais devem ficar em alerta e que eles são os principais responsáveis pelo trabalho de prevenção. “Eles devem atuar como nossos parceiros e estarem vigilantes para evitar tragédias, já enviamos ofícios para todas as prefeituras e coordenadores para que fiquem atentos”.

Além de Acauã, outros reservatórios, como o de Camalaú e o açude dos Namorados – que não suportou o excesso de chuva e estourou em abril do ano passado – também estão sendo acompanhados por boletins da Aesa. A Defesa Civil esclareceu ainda que, em casos de urgência, haverá a convocação de uma força-tarefa composta por equipes do Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e Polícia Rodoviária Federal.
 

 

Jornal da Paraíba

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