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Com o fim da cabotagem em Cabedelo, além da gasolina, o etanol poderá ficar também mais caro

Caso a cabotagem de combustíveis do Porto de Cabedelo seja transferida para o POrto de Suape, em Pernambuco, além da gasolina e diesel, o etanol, que é produzido na Paraíba, poderá ficar também mais caro.

 

Além disso, os empregos no setor poderão sofrer redução e algumas das oitos usinas que atuam na Paraíba podem fechar as portas. As informações são do presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produção de Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool-PB), Edmundo Barbosa.

 

“Esta proposta estapafúrdia de concentrar a cabotagem em Suape é uma tentativa de transferir, para a distribuidora, o custo do transporte do etanol para Suape ou do transporte da gasolina A de Suape para João Pessoa. Porque quem faz a mistura de 25% do etanol anidro na gasolina é a distribuidora. Então, das duas uma: ou a Petrobras pretende que a distribuidora assuma o custo de transferir a gasolina A, que o navio descarrega de Suape para Cabedelo, ou ela está esperando que o produtor suporte o custo de frete transferindo da região produtora da Paraíba para Suape”, disse.

 

Ainda de acordo com Edmundo, o que ninguém está questionando é que um caminhão carregado de combustível saindo de Suape demora oito horas para chegar a João Pessoa, sem falar no inconveniente para o trânsito entre os dois Estados.

 

“Tanto Pernambuco como Paraíba vão enfrentar mais 500 caminhões circulando nas estradas. O que seria uma medida econômica para a Petrobras, termina sendo extremamente danosa para o consumidor, isso porque alguém vai pagar a conta”, frisou.

 

Com o fim da cabotagem na Paraíba, o etanol ficaria preterido porque as distribuidora pernambucanas iriam usar o álcool da região.

 

“Com isso, o nosso etanol passaria a ser menos competitivo porque vai ter um frete muito maior e as empresas produtoras locais vão receber menos pelo etanol. Se a gente tem uma posição vantajosa de estar perto 45 quilômetros do Porto de Cabedelo, base da distribuidora, a gente passaria a ter uma desvantagem com esta transferência para Pernambuco. Isso vai desestruturar todo um sistema que está funcionando. Pode ser que usinas cheguem a fechar”, frisou.

 

 Redação com JP Online

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