Categorias: Paraíba

Análise: o pesadelo da 2ª onda da Covid e a retórica de seguir ‘todos os protocolos’

O Brasil sofre com a crise instaurada e agravada pela pandemia. A famosa “sinuca de bico” imperou desde março com uma briga entre o governo federal, estadual e municipal, cada um tentando defender o que achava melhor para a sociedade. Enquanto uns pesavam o resultado de uma economia devastada, outros pensavam na saúde da população, decretando o famoso e temeroso Lockdown.

Empresas quebraram, principalmente àquelas que não conseguiram se adequar a tempo aos novos tempos. Outras fizeram o possível e o impossível para mudar seu paradigma de funcionamento, adotando novos métodos de venda como é o caso do delivery.

Outras continuaram trabalhando e seguiram as orientações da ciência para que a vida não fosse prejudicada.

Meses se passaram e a desconfiança de que, após a pandemia se tornar uma realidade, 24h após o carnaval, fosse a confirmação de que as autoridades já tinham conhecimento mas que retardaram o alarde para não comprometer a festa mais popular do país, algo bem parecido também acontece às vésperas de uma eleição.

Novamente 24h após o primeiro turno, eis que os alertas começam a surgir e até mesmo sugerindo uma nova onda (Já saímos da primeira?).

A flexibilização aconteceu a passos largos em diversos setores como bares, restaurantes, cinemas, escolas e shoppings, todos abrindo com a promessa de seguir todos os protocolos de segurança.

A grande verdade é que é imensa a dificuldade de fiscalizar para garantir que os protocolos sejam mesmo seguidos. Resultado: como já era de se esperar, as pessoas se aglomeram, muitas vezes em bares e restaurantes com mesas batendo umas nas outras, ajudando o vírus a se propagar com mais facilidade, uma vez que não há de se esperar que se use máscaras quando estiver degustando uma refeição.

Nesse cenário, alguns sindicatos e grupos de empresários temem um novo lockdown, algo esperado caso exista realmente uma segunda onda. A realidade é de que não aprendemos com quem sofreu primeiro, como é o caso dos países mais afetados na Europa como a Itália, França e Espanha.

Enquanto a população não se adequar ao que acontece, enquanto o negacionismo prevalecer, enquanto as fake news atrapalharem e desinformarem, não teremos uma vida fácil até que se tenha uma vacina e um tratamento reativo.  E que as autoridades pensem menos no próprio umbigo e façam com que os protocolos mínimos sejam mesmo seguidos, para a saúde não apenas da economia, mas sobretudo do povo não passem por um novo pesadelo.

Essa conta é 50% do povo e 50% dos políticos.

Últimas notícias

Vereador de Santa Rita seguirá preso apesar de revogação de preventiva, entenda

O vereador Wagner Lucindo de Souza, de Santa Rita, permanecerá preso mesmo após a revogação…

13 de fevereiro de 2026

Ruy celebra criação da Universidade do Esporte e reforça histórico de apoio ao setor

A prática esportiva como ferramenta de mudança social segue entre as prioridades do deputado federal…

13 de fevereiro de 2026

Confira como fica o trânsito e o transporte no desfile do Bloco Cafuçu hoje na capital

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa definiu o plano especial de trânsito…

13 de fevereiro de 2026

Galo da Madrugada deve arrastar mais de 2 milhões de pessoas ao som de 30 trios elétricos

Galo da Madrugada deve arrastar mais de 2 milhões de pessoas ao som de 30…

13 de fevereiro de 2026

João Pessoa está entre os destinos nacionais mais procurados para o Carnaval de 2026

Levantamento da plataforma Decolar mostra que João Pessoa está na 13ª posição no ranking de…

13 de fevereiro de 2026

Cerveja pode virar vilã do bolso do folião com variação de quase 100% no preço, em CG

Com a chegada do Carnaval, o consumo de bebidas aumenta e o bolso do folião…

13 de fevereiro de 2026