Por Humberto Júnior

O Brasil sofre com a crise instaurada e agravada pela pandemia. A famosa “sinuca de bico” imperou desde março com uma briga entre o governo federal, estadual e municipal, cada um tentando defender o que achava melhor para a sociedade. Enquanto uns pesavam o resultado de uma economia devastada, outros pensavam na saúde da população, decretando o famoso e temeroso Lockdown.

Empresas quebraram, principalmente àquelas que não conseguiram se adequar a tempo aos novos tempos. Outras fizeram o possível e o impossível para mudar seu paradigma de funcionamento, adotando novos métodos de venda como é o caso do delivery.

Outras continuaram trabalhando e seguiram as orientações da ciência para que a vida não fosse prejudicada.

Meses se passaram e a desconfiança de que, após a pandemia se tornar uma realidade, 24h após o carnaval, fosse a confirmação de que as autoridades já tinham conhecimento mas que retardaram o alarde para não comprometer a festa mais popular do país, algo bem parecido também acontece às vésperas de uma eleição.

Novamente 24h após o primeiro turno, eis que os alertas começam a surgir e até mesmo sugerindo uma nova onda (Já saímos da primeira?).

A flexibilização aconteceu a passos largos em diversos setores como bares, restaurantes, cinemas, escolas e shoppings, todos abrindo com a promessa de seguir todos os protocolos de segurança.

A grande verdade é que é imensa a dificuldade de fiscalizar para garantir que os protocolos sejam mesmo seguidos. Resultado: como já era de se esperar, as pessoas se aglomeram, muitas vezes em bares e restaurantes com mesas batendo umas nas outras, ajudando o vírus a se propagar com mais facilidade, uma vez que não há de se esperar que se use máscaras quando estiver degustando uma refeição.

Nesse cenário, alguns sindicatos e grupos de empresários temem um novo lockdown, algo esperado caso exista realmente uma segunda onda. A realidade é de que não aprendemos com quem sofreu primeiro, como é o caso dos países mais afetados na Europa como a Itália, França e Espanha.

Enquanto a população não se adequar ao que acontece, enquanto o negacionismo prevalecer, enquanto as fake news atrapalharem e desinformarem, não teremos uma vida fácil até que se tenha uma vacina e um tratamento reativo.  E que as autoridades pensem menos no próprio umbigo e façam com que os protocolos mínimos sejam mesmo seguidos, para a saúde não apenas da economia, mas sobretudo do povo não passem por um novo pesadelo.

Essa conta é 50% do povo e 50% dos políticos.

Por Humberto Júnior

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