Os líderes do partido democrata disseram, neste domingo, que a presença de Barack Obama na Câmara, ontem, inspirou os congressistas a votarem a favor da reforma da saúde. O presidente americano se encontrou reservadamente com os legisladores na manhã de sábado, informou o Washington Examiner.
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, dedicou a vitória ao senador Edward Kennedy, morto em agosto, vítima de um câncer no cérebro. De acordo com a líder democrata, Ted, como era conhecido, disse antes de morrer que Obama iria inspirar uma nova geração a agir no país.
Apesar da grande maioria dos democratas na Câmara, o resultado foi muito apertado, já que o projeto recebeu 220 votos a favor, apenas dois mais que os necessários. Votaram contra 176 republicanos – só um o apoiou -, assim como 39 democratas de orientação moderada, a maioria de distritos conservadores do sul do país.
Para Barack Obama, o resultado é uma vitória muito importante, pois o projeto é uma das prioridades de seu governo, fato sonhado por seus antecessores democratas, mas nunca alcançado. A votação aconteceu às 23h local após 14 horas de uma sessão extraordinária realizada. A bola passa agora para o Senado, que terá que aprovar sua própria versão da reforma. Posteriormente, ambos os textos deverão ser harmonizados e as duas câmaras terão que se pronunciar sobre o documento final.
A proposta, de quase 2 mil páginas, prevê estender a cobertura para 36 milhões de americanos sem seguro de saúde, dos mais de 46 milhões que careciam dele em 2008, segundo os últimos dados do Escritório do Censo. Isso significa que se o projeto for transformado em lei 96% dos americanos terão cuidado médico assegurado, um número nunca atingido.
Os cidadãos seriam obrigados a pagar as mensalidades para seguradoras privadas ou a um plano público, com a ajuda de subsídios, sob pena de multas. O plano proíbe também as seguradoras privadas se negarem a estender uma nova apólice a pessoas que sofrem de alguma doença, algo que fazem atualmente e que é um desastre para muitos americanos que contraem uma doença grave quando estão sem seguro.
O sistema traz um custo de US$ 1,1 trilhão durante 10 anos, mas os democratas dizem que essa despesa será totalmente compensada com uma alta de impostos para os ricos, a redução de algumas isenções fiscais para grandes empresas e uma taxa sobre os aparelhos médicos.
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