A União Europeia (UE) considera que as eleições realizadas no domingo na região separatista georgiana da Ossétia do Sul são "ilegítimas" e acredita que representam um "golpe" para a estabilidade na região, disse hoje o Executivo tcheco, que ocupa a Presidência rotativa do bloco.
As eleições parlamentares da autoproclamada república da Ossétia do Sul, cuja independência só é reconhecida por Rússia e Nicarágua, terminaram no domingo à noite com uma ampla vitória do partido governista Unidade, com 46,38% dos votos.
A UE "não aceita a legalidade das ”eleições” nem de seus resultados", afirma o Governo tcheco, em comunicado.
As eleições são "ilegítimas e representam um golpe na busca pela paz e pela estabilidade duradoura na Geórgia", acrescenta a Presidência tcheca.
Além disso, o Executivo liderado por Jan Fischer reitera "o firme apoio da UE à soberania e à integridade territorial da Geórgia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas".
As de ontem foram as quintas eleições parlamentares desde 1990, quando a Ossétia do Sul, até então região autônoma da Geórgia, proclamou-se república independente. Também foram as primeiras após o conflito em agosto do ano passado, quando a Rússia, após invadir Geórgia, reconheceu a independência desta região e da Abkházia.
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