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Sudão: 4 anos de independência

 O Sudão do Sul, país no leste da África, completa nesta quinta-feira (9) quatro anos de independência em relação ao Sudão. O país de quase 12 milhões de habitantes, que é o mais novo do mundo, é também uma das nações com pior situação humanitária.

Há um ano e meio, o país sofre com a guerra civil que opõe o presidente Salva Kiir e seu ex-vice-presidente, Riek Machar, acusado de preparar um golpe de Estado. De acordo com a agência para refugiados da ONU, o Acnur, o conflito provocou mais de 2,2 milhões de deslocados.

Deste total, mais de 730 mil pessoas que viviam no Sudão do Sul fugiram para países vizinhos e 1,5 milhão tiveram que abandonar as suas casas e procurar abrigo em outras regiões do país. Além disso, o Sudão do Sul acolhe mais de 250 mil pessoas que fugiram do vizinho Sudão.
O número de civis refugiados nas seis bases da Missão da ONU no país (Minuss) já ultrapassou os 150 mil, sendo que alguns estão ali desde o início dos combates, em dezembro de 2013. Mais de 10 mil pessoas chegaram apenas na semana passada, segundo os números apresentados pela Minuss.

Guerra entre facções
A guerra no Sudão do Sul começou em dezembro de 2013 com combates entre duas facções do exército, dividido pela rivalidade entre o presidente Kiir e seu ex-vice. Diversas milícias se uniram a cada lado, com confrontos marcados por massacres de caráter étnico.

Os combates se intensificaram em abril, quando o exército sul-sudanês, SPLA, iniciou uma ofensiva contra as forças rebeldes no departamento de Mayom, que era uma importante região petroleira antes da destruição provocada pela guerra.

A violência no país atingiu tais níveis que, em algumas ocasiões, a ONU denunciou “violações generalizadas dos direitos humanos". Atrocidades como o assassinato de crianças, castrações, estupros e degolas são alguns exemplos do que ocorre na região.
Em maio, a Unicef denunciou o assassinato de 26 de crianças – algumas de apenas 7 anos – e o sequestro de dezenas de outras em ataques realizados por grupos armados, formados homens e meninos armados, vestidos de militares ou civis, no estado de Unidade.

Na semana passada, as Nações Unidas acusaram militares do exército sul-sudanês de estuprar e queimar vivas mulheres e meninas que estavam em suas casas no mesmo estado, segundo depoimentos de vítimas e testemunhas.
"Os sobreviventes dos ataques afirmaram que o SPLA e suas milícias aliadas do departamento de Mayom executaram uma campanha contra a população local, matando civis, saqueando e destruindo vilarejos, além de provocar o deslocamento de mais de 100 mil pessoas", afirma o relatório da ONU.

G1

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