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Polícia filipina reconhece erros em ação de ônibus

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A polícia das Filipinas reconheceu nesta terça-feira (24) que cometeu erros na ação que pôs fim ao sequestro de um ônibus com 25 passageiros e deixou o sequestrador, o ex-policial Rolando Mendonza, e oito turistas chineses de Hong Kong mortos – uma menina de 13 anos foi uma das vítimas.

O diretor da corporação, Leocadio Santiago, explicou que houve vários erros no modo como o caso foi conduzido.

– Vimos algumas deficiências óbvias em termos de capacidade e das táticas ou dos procedimentos empregados, e vamos investigar.

Representantes de Hong Kong, que se mostraram muito críticos em relação ao desfecho do sequestro, recomendaram a seus cidadãos que deixem as Filipinas por considerar que o país não oferece segurança.

Durante as negociações, as autoridades policiais trabalharam com a avaliação de que Mendoza dava sinais de cooperação e chegaram a acreditar que conseguiriam resolver o sequestro sem mortes.

Resposta do governo

O presidente filipino, Benigno Aquino, ordenou aos ministérios de Interior e da Justiça que investiguem o incidente. Aquino, que visitou o local do sequestro nesta terça-feira, disse que a cobertura jornalística, com transmissões ao vivo por vários canais de televisão do país, pode ter sido positiva para o sequestrador, pois "deu a ele uma visão de conjunto da situação".

O presidente reconheceu que não havia outra opção, pois, "caso tivesse sido ordenado um blecaute informativo, teriam acusado o governo de censurar as notícias".

Também nesta terça-feira, o subsecretário de Segurança do país, Lai Tung-kwok, foi cercado por jornalistas durante entrevista em que deu informações sobre as investigações, na tentativa de rebater as críticas feitas por Hong Kong.

 

Rolando Mendoza morreu ao ser atingido por um disparo na cabeça feito por um atirador de elite. O ex-policial revidou com seu fuzil M-16 quando os agentes das forças de segurança realizaram a primeira tentativa de entrar no ônibus, que estava próximo à Praça Rizal, um dos lugares mais visitados da capital filipina.

Cerca de 20 agentes se posicionaram dos dois lados do veículo e quebraram o vidro dianteiro, enquanto tentavam abrir as portas à força. Segundo o diretor da polícia Leocadio Santiago, a invasão foi autorizada depois de o motorista ter conseguiu fugir e ter dito que todos os reféns estavam mortos, o que não era verdade.

– Quando o motorista escapou e contou que Mendoza tinha começado a matar aos reféns, o comandante ordenou a invasão.

O sequestrou durou mais de 12 horas.

R7

 

 

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