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Pesquisador considerado um dos 100 mil mais influentes do mundo comenta o perigo do avanço do negacionismo

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Dionisio Bazeia nasceu na cidade de Neves Paulista, que fica no noroeste do estado de São Paulo (a 469 km da capital). “Filho de pais pobres, fui influenciado pelo meu irmão Basilio Baseia Baseia, que também financiou meus estudos e custeou minha vida durante minha graduação, parte em Araraquara e parte em João Pessoa, para onde vim há muitos anos atrás”, afirma, o pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), doutor em Física, que é considerado como um dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo, segundo a revista científica estadunidense Plos Biology e que comentou para a gente sobre o perigo do avanço do negacionismo no Brasil. “A gente achava que se desse mais informação para as pessoas, elas ficariam mais fortes, mais difíceis de serem enganadas”. Para ele, o celular acabou mostrando o contrário.

O apoio da família foi fundamental para que seguisse na área científica, até chegar ao reconhecimento internacional. A relação da Plos Biology dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo foi publicada em outubro de 2020 e cita, além de Bazeia, outros seis pesquisadores da UFPB. São eles: Damião Pergentino de Souza, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Edison Roberto Cabral da Silva, do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica; José Maria Barbosa Filho, do Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos; Knut Bakke, do Programa de Pós-graduação em Física; Maria de Fátima Agra, do Programa de Pósgraduação em Biotecnologia; e Valdir Barbosa Bezerra, do Programa de Pós-graduação em Física. “Isso é muito importante para a Paraíba e para a UFPB”, diz Dionisio Bazeia.

“Para se ter uma ideia, esses 100 mil são apenas 2% dos cientistas do mundo”. Esse reconhecimento é importante num cenário em que a ciência vem enfrentando desafios antes inimagináveis, como o negacionismo. “A gente achava que se desse mais informação para as pessoas, elas ficariam mais fortes, mais difíceis de serem enganadas”. Para ele, o celular acabou mostrando o contrário: “Um número grande de pessoas se mostrou vulnerável a fake news e teorias da conspiração, escolhendo no que acreditar, em vez de confiar em pesquisas sérias e cuidadosas. Tem essa contrainformação”, diz Bazeia. “Fruto da desinformação e da falta de educação, no sentido da educação formal. Se você tem uma boa educação no Ensino Fundamental e Médio, é mais difícil de acreditar em fake news”. Para ele, publicações como a lista da Plos Biology e outras de divulgação científica, que jogam luz sobre a importância dos cientistas e pesquisadores são fundamentais, até para que o público conheça melhor a ciência que se faz próximo a ele.

Pesquisa na UFPB – Sempre ouvimos dizer que vivemos em um mundo bastante competitivo, onde estamos sempre lutando uns contra os outros para conseguir o que queremos. Essa competitividade, entretanto, não é exclusividade dos homens e pode ocorrer com todos os seres vivos. A competição é uma relação ecológica que ocorre entre organismos da mesma espécie ou de espécies diferentes. Recente estudo realizado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), liderado pelo doutor em Física, Dionísio Bazeia, busca entender como diferentes variáveis alteram a presença das espécies na biodiversidade.

Redação

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