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Orações da igreja e a queda do socialismo

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Após a Segunda Guerra, a União Soviética consolidou ainda mais sua ditadura socialista brutal. Uma das principais marcas do regime foi a destruição da sociedade civil. O Estado reduziu as demais esferas a seu poder e vontade.

Essa “sociedade incivil” – sem esferas sociais livres – ruiu. A elite socialista formava “a sociedade” que mantinha o regime: funcionários, membros do partido, militares e o aparato de inteligência. Esse establishment incompetente, obtuso e falido inviabilizou o regime.

A “sociedade incivil” manteve policiamento do pensamento, sistema de desinformação, corrupção, política de compadrio, repressão violenta. Os resultados foram desmantelo econômico, endividamento, baixa produtividade, racionamento do básico para sobreviver. Obviamente, a elite era rica, enquanto o povo, pobre.

E a igreja? A igreja sofreu exponencialmente com perseguições. Mas, já no período final do regime, a igreja foi fundamental para a queda do socialismo soviético.

Em 1982, a Igreja Luterana de São Nicolau, em Leipzig na Alemanha Oriental, iniciou “orações pela paz”. Estudantes de teologia e funcionários da igreja começaram a se reunir às segundas-feiras para orar pela paz do país.

Entre 1987 e 1988, as vigílias da igreja ficaram lotadas pedindo abertura e liberdade. Eles cantavam: “Senhor, concede-nos a paz”. O regime não conseguiu reprimir o movimento espontâneo. A igreja se tornou o centro de uma resistência moral e não violenta que desconcertou o regime com orações, velas e cantos.

Em 1989, o chefe de propaganda do regime, Schabowski, se confundiu em uma entrevista e deu a entender que os cidadãos da Alemanha Oriental poderiam deixar o país livremente. Em seguida, 20 mil pessoas pressionaram os portões e fugiram, ao passo que outros começaram a destruir o Muro de Berlim.

Deus é capaz de responder orações e derrubar regimes de opressão. O Senhor age a seu tempo. Ele pode conter autoridades opressivas e até confundi-las. O fundamental é que os crentes não desanimem demais a ponto de deixar de clamar por paz na cidade.

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