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Medo de novos tremores deixa chilenos nas ruas

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País amanheceu apreensivo um dia após terremoto que matou 300. Chile calcula prejuízos do tremor que atingiu a costa do país na véspera.
 

 

O Chile começava a calcular neste domingo (28) os estragos provocados pelo terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o litoral na véspera, deixando mais de 300 mortos e dois milhões de desabrigados.

 

Fortes réplicas do sismo de magnitude 8,8 que atingiu o centro e o sul do país sul-americano no sábado deixaram milhões de chilenos atentos durante toda a noite. Elas continuaram até durante a manhã.

Centenas de pessoas dormiram em colchões e cadeiras de plástico nas ruas do centro de Santiago com medo de outro terremoto, como o que demoliu edifícios e hospitais, quebrou pontes e virou automóveis como se fossem de brinquedo.

 

A cena se repetiu em Concepción, segunda maior cidade do país a 500 quilômetros de Santiago, onde o terremoto derrubou casas e pontes, e chamas dos incêndios causados pelo abalo continuavam na madrugada deste domingo.
 

Algumas pessoas percorriam Concepción empurrando seus pertences em carrinhos de supermercado. Outras acampavam no centro da cidade, onde os únicos carros que circulavam eram os da polícia.

 

"Me disseram que meus móveis foram perdidos, minha televisão, minha geladeira. Não me importo. O bom é que minha família está bem. O material pode ser resgatado", disse Francisco Luna, de 42 anos, em uma rua de Concepción.

 

Os tsunamis provocados pelo terremoto no Chile atravessaram o Pacífico e obrigaram a retirada da população em regiões costeiras do Japão. Mas o alerta acabou cancelado sem maiores danos.

 

No Chile, as autoridades disseram que na próxima semana será possível ter uma ideia clara da magnitude dos estragos provocados pelo terremoto.

 

Mas está claro que o custo seria alto para o Chile, uma das economias que mais crescem na América Latina.

 

"Há uma enorme quantidade de danos que não sabemos exatamente sua exata dimensão, que está sendo avaliada", disse a presidente Michelle Bachelet, que a menos de duas semanas de deixar o poder enfrenta a maior prova de seu mandato.

 

A mineração, uma das principais fontes de receita do país, sobreviveu ao terremoto e, segundo o governo, não terá problemas para cumprir com seus compromissos de exportação, embora algumas minas estavam fechadas por falta de energia elétrica.

 

A maior mina de cobre do mundo, chamada Escondida, da BHP Billiton, funcionava normalmente, segundo o líder sindical Zeiso Mercado.

 

A estatal Codelco, maior produtora de cobre do planeta, suspendeu os trabalhos nas minhas de El Teniente e Andina por falta de eletricidade, mas os depósitos não sofreram danos graves e devem retomar a produção em alguns dias.

 

O abalo sísmico também afetou as refinarias Aconcagua e Bío-Bío, da petrolífera estatal ENAP.

 

As filas de veículos aumentaram nos postos de combustível abertos em Santiago, apesar de a ENAP ter descartado problemas de abastecimento.

 

Em Talcahuano, um dos principais portos do país, perto de Concepción, o tsunami destruiu vários barcos e os deixou no cais.

 

E em Santiago, o aeroporto internacional permanecia fechado devido aos estragos provocados na torre de controle, e as comunicações telefônicas ainda eram precárias nesta madrugada.
 

 

G1

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