O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) estar confiante de que conseguirá convencer o Irã a fechar um acordo sobre seu programa nuclear.
Questionado sobre quais as chances de um acordo com o Irã durante sua visita ao país entre os dias 15 e 17 numa escala de zero a dez, Lula disparou: "Eu daria 9,9". A declaração foi dada em entrevista ao lado do presidente russo, Dimitri Medvedev.
Já Medvedev "apostou" que Lula tem 30% de chances de sucesso em sua visita ao Irã nesse fim de semana. "Eu dou 30%", disse Medvedev ao ser indagado por um repórter.
Medvedev disse que é "talvez a última oportunidade" antes da adoção de sanções contra Teerã em consequência do controverso programa nuclear.
"Espero verdadeiramente que a missão do presidente do Brasil seja coroada de sucesso. Essa pode ser a última chance antes da adoção de medidas do Conselho de Segurança da ONU", declarou.
"Visto que meu amigo Lula é um otimista, eu também vou ser otimista: vejo uns 30% de chances", declarou Medvedev, a ser indagado sobre as chances de sucesso que terá a visita do presidente brasileiro ao Irã.
Lula está reunido com o presidente e o primeiro-ministro da Rússia em Moscou para estudar as possibilidades de aumentar a cooperação econômica entre os dois países, além de tentar encontrar soluções diplomáticas para a questão nuclear iraniana.
O presidente do Brasil, que desembarcou na capital russa na quinta-feira para uma visita de dois dias, se reuniu com o colega russo e, em seguida, deve ter um encontro com o primeiro-ministro, Vladimir Putin, segundo o Kremlim.
Lula visitará o Irã nos dias 16 e 17 de maio para tentar reduzir as tensões a respeito do programa nuclear iraniano, que os Estados Unidos e os aliados ocidentais suspeitam ter como objetivo produzir armamento nuclear.
"Não há dúvida de que acontecerá uma troca de opiniões, incluindo sobre o Irã, levando em consideração as recentes iniciativas", afirmou o porta-voz de Putin, Dimitri Peskov, à AFP.
O Brasil tem resistido às pressões dos Estados Unidos a favor da adoção de novas sanções da ONU contra o Irã e aposta, ao lado da Rússia e da Turquia, no prosseguimento das conversações diplomáticas.
Washington advertiu que a visita de Lula a Teerã pode ser a última oportunidade antes da adoção de novas sanções.
G1
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