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Jovem sobrevivente de terremoto no Nepa

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 As equipes de emergência retiraram nesta quinta-feira (30) um adolescente de 15 anos dos escombros de um edifício em Katmandu, cinco dias depois do terremoto no Nepal, anunciou a polícia.

"Um jovem de 15 anos foi retirado dos escombros de um albergue chamado Hilton Guesthouse", afirmou o porta-voz da polícia, Kamal Singh Bam.
O sobrevivente foi identificado como Pemba Lama. Ele é o último sobrevivente resgatado de um edifício que desabou durante a catástrofe. Na terça-feira (28), as equipes de emergência encontraram um jovem de 28 anos no mesmo local.

O adolescente foi levado para o hospital.
Apesar dos esforços, as equipes de emergência ainda não conseguiram chegar às regiões mais isoladas do país.
O terremoto que abalou o Nepal no sábado (25) passado deixou 5.489 mortos, segundo o último boletim do Centro Nacional de Operações de Emergência, divulgado nesta quinta. O tremor, de 7,8 graus de magnitude, também matou mais de 100 pessoas na Índia e China.

De acordo com a ONU, oito dos 28 milhões de habitantes do país foram afetados direta ou indiretamente pela catástrofe.
As fotografias de Pemba Lama, resgatado no bairro de Gongabu de Katmandu, mostram um adolescente coberto de barro na maca, antes de ser levado para o hospital.
O resgate deu novo ânimo para que as equipes de emergência continuem procurando por sobreviventes, apesar das condições extremas e dos tremores secundários. Grande parte da população da capital do Nepal continua dormindo nas ruas.

"Não sei por quanto tempo vamos continuar nestas condições, quanto tempo poderemos viver nas ruas", afirmou Rajina Maharjan, que passou os últimos dias em uma barraca ao lado do marido, dos sogros e do filho de quatro anos.
Mas nesta quinta-feira foram registrados os primeiros sinais de um paulatino retorno à normalidade, com a abertura de algumas lojas e a volta dos vendedores de frutas e verduras na praça Durbar, uma área em ruínas.

Alpinistas
O governo do Nepal anunciou nesta quinta que os alpinistas poderão retornar ao monte Everest nos próximos dias. O terremoto de sábado provocou uma avalanche e matou 18 pessoas na área da maior montanha do mundo.

"As escadas serão reparadas dentro de dois ou três dias e as escaladas poderão continuar, não há razão para que ninguém abandone sua expedição", disse o diretor do departamento de Turismo, Tulsi Gautam.

Na madrugada desta quinta, um primeiro avião especial, com 206 pessoas retiradas do Nepal, principalmente franceses, pousou no aeroporto parisiense de Roissy, segundo o ministério das Relações Exteriores.
A ONU fez um apelo por US$ 415 milhões de dólares para ajudar as vítimas do terremoto. Na quarta (29), milhares de pessoas, desesperadas, protestaram na capital Katmandu pela falta de água e de alimentos.
Três meses de medidas de urgência

O governo reconheceu estar esgotado com a dimensão da catástrofe provocada pelo terremoto mais violento dos últimos 80 anos no Nepal.
"Temos fragilidades na gestão das operações de socorro", admitiu o ministro das Comunicações, Minendra Rijal.
"A catástrofe é tão grande e sem precedentes que não tivemos capacidade de responder às expectativas da população", disse.
O coordenador da ONU no Nepal, Jamie McGoldrick, afirmou que serão necessários três meses para responder às medidas de urgência antes do início das tarefas de reconstrução.

A ONU fornecerá rapidamente barracas para as 500.000 pessoas que ficaram sem casas, assim como água e equipamentos de saúde para 4,2 milhões de pessoas.
Até o momento, as operações de resgate ainda não foram muito além de Katmandu, segundo a ONU.
"Algumas localidades só podem ser alcançadas a pé, às vezes após quatro ou cinco dias de caminhada", disse o coordenador.

"Fazemos o possível para chegar ao maior número de lugares possível", declarou o porta-voz do exército, Jagdish Pokharel.
De acordo com a ONU, oito dos 28 milhões de habitantes do país foram afetados direta ou indiretamente pela catástrofe.
O Nepal e a cordilheira do Himalaia ficam no ponto de contato entre as placas tectônicas indiana e euroasiática, uma área de forte atividade sísmica.

G1

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