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Israel teme que mais países expulsem seus diplomatas

Após a expulsão de um diplomata israelense pelo governo britânico devido ao alegado uso de passaportes falsos por agentes do Mossad, o serviço de espionagem israelense, no assassinato de um dirigente do Hamas em Dubai, Israel teme que outros países, como a Alemanha, sigam tal exemplo.

Além de passaportes britânicos, os membros do comando acusado do assassinato usaram, segundo a polícia de Dubai, passaportes franceses, irlandeses, alemães e australianos, igualmente falsos.

Para manifestar seu descontentamento, o Reino Unido anunciou na terça-feira (23) a expulsão de um diplomata israelense.

Londres sustenta que foi comprovada a responsabilidade de Israel no caso do uso de passaportes britânicos falsos por um esquadrão que assassinou, em janeiro, Mahmoud Al Mabhouh, um chefe militar do grupo radical palestino Hamas em Dubai.

Segundo a rádio pública e o jornal israelense Yedioth Ahronoth, o diplomata, que de fato era um representante do Mossad na capital britânica, será substituído em breve por outro funcionário do organismo.

A rádio também citou um alto funcionário do governo israelense, não identificado, que criticou o Reino Unido. Ele afirmou:

– A decisão de expulsão é antes de mais nada política, com a aproximação das eleições legislativas de maio. O ministro das Relações Exteriores David Miliband, que há muito tempo tem uma política anti-israelense, quer obter assim os votos dos muçulmanos.

Mahmoud al Mabhouh, um dos fundadores do braço armado do Hamas, foi encontrado morto em 20 de janeiro em um hotel de Dubai.

A polícia do emirado acusou o Mossad pelo assassinato. Os suspeitos do crime entraram em Dubai com passaportes falsificados britânicos, australianos, irlandês, francês e alemão.

Uma fonte do governo de Israel afirmou que o país não pretendia retaliar a medida adotada. A fonte afirmou:

– A prioridade agora é acalmar o jogo.

Outros países investigam o caso

A Promotoria de Paris, por sua vez, anunciou ter aberto uma investigação preliminar pelo uso de passaportes franceses falsos e a falsificação de documentos administrativos, assim como pela usurpação de uma identidade alheia, que pode levar a processos penais na França.

A Austrália espera os resultados de sua própria investigação antes de tomar eventuais medidas.

A polícia de Dubai acusa o Mossad, pelo assassinato de Al Mabhouh. Desde então, a Interpol emitiu 27 avisos de busca das pessoas que utilizaram passaportes ocidentais – falsificados -, entre eles, 12 britânicos, quatro franceses e um alemão.

As autoridades israelenses esperam, no entanto, que a punição de Londres signifique o fim desse caso.

Para a maioria dos analistas, Israel se saiu bem da situação.

"O caso foi encerrado a um preço razoável", enfatizou o jornal Yedioth Ahronoth, sem descartar, no entanto, expulsões em outros países.

R7

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