Israel rejeitou nesta sexta-feira (6) a resolução da Assembleia Geral da ONU adotada na véspera que dá três meses ao país e aos palestinos para iniciar investigações concretas sobre os crimes de guerra que podem ter sido cometidos durante a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza em dezembro e janeiro passados.
"Israel rejeita a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, que está totalmente separada das realidades que Israel enfrenta no terreno", indica um comunicado do ministério as Relações Exteriores.
A resolução, apresentada pelos países árabes e não-alinhados, obteve 114 votos a favor, 18 contra e 44 abstenções. Apesar deste resultado, Israel afirma ter o apoio de uma "maioria moral".
Os Estados Unidos votaram contra, a Rússia se absteve, a China votou a favor. Da União Européia, cinco países votaram a favor, sete contra e 15 se abstiveram, entre estes últimos França e Grã-Bretanha.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel saudou o "grande número de estados que votaram contra ou se abstiveram", o que prova que "a resolução não tem o apoio da maioria moral", segundo o comunicado.
"Israel, como qualquer outra nação democrática, tem o direito a autodefesa e, como foi testemunhado pelos eventos dos últimos dias, continuar a proteger a vida dos seus cidadãos contra as ameaças do terrorismo internacional", continua.
O texto se refere à captura pela marinha israelense de "centenas de toneladas de armas", que seriam originárias do Irã e estariam destinadas ao movimento xiita libanês Hezbollah.
A resolução da Assembléia Geral "aprova" o relatório da comissão Goldstone e apela que Israel e os palestinos iniciem dentro de três meses uma investigação "independente, concreto e em conformidade com as normas internacionais" sobre as "violações graves do direito internacional humanitário e dos direitos humanos, tal como indicado no relatório".
Também prevê que dentro de três meses a Assembléia Geral faça uma revisão sobre a aplicação da resolução, com a possibilidade de "recorrer a outros organismos pertinentes das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança".
No seu relatório, o juiz sul-africano Richard Goldstone acusa Israel e os palestinos de "crimes de guerra" e "possíveis crimes contra a humanidade" durante a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
As resoluções da Assembleia Geral não possuem o caráter coercitivo do Conselho de Segurança, mas têm um peso moral, na medida em que representam a opinião da maioria dos estados do mundo.
Israel, que fez alusão aos foguetes de militantes palestinos lançados contra seu território para iniciar uma ofensiva contra o território de Gaza, considerou o relatório Goldstone "injusto, despropositado e unilateral".
G1
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