Em meio a rumores sobre o agravamento de seu estado de saúde, a oito meses de disputar mais um mandato, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu ontem no canal oficial de televisão VTV. Admitiu que viajou no último sábado para Cuba, onde foi operado de um câncer em 2011, e revelou que exames indicaram uma nova lesão de 2cm, no mesmo lugar de onde o tumor foi extraído, mas descartou que se trate de metástase. O mandatário anunciou que passará por cirurgia nos próximos dias, “lamentou” pelo “sofrimento” que a notícia causará “à maioria” dos venezuelanos e mandou recado também aos adversários: “Que ninguém se alarme e ninguém se alegre, porque essa revolução não poderá ser detida”.
“Desminto totalmente os rumores de que tenho metástase, que tenho câncer de fígado, que estou morrendo, ao contrário: os exames mostram que não tenho metástase em nenhuma parte, apenas essa pequena lesão”, prosseguiu o mandatário. Chávez disse ter sido submetido a uma tomografia por contraste e a uma ressonância magnética. “Estou em boas condições físicas para enfrentar a batalha”, insistiu, para uma vez mais prometer que viverá “até o último dia para o povo venezuelano”. “Meus filhos, meu irmão Adán, minha velha e meu velho sabem disso: essa vida não me pertence há bastante tempo, e peço a Deus que a prolongue até onde queira para que eu possa servir mais e melhor ao povo.”
O anúncio da “lesão” entra nos cálculos da oposição e de analistas do processo eleitoral. “O eleitor venezuelano é muito realista, não votará em alguém que pode morrer a qualquer momento”, arrisca o cientista político Oscar Reyes, da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas. Ele destaca que desde 1998 a oposição conta com, no mínimo, 44% dos votos — e, ao contrário do que ocorreu em eleições anteriores, desta vez se apresenta com candidato único, o ex-governador Henrique Capriles, eleito em votação popular. Para o especialista em Venezuela George Ciccarielo-Maher, professor de ciências políticas da Universidade de Drexel (EUA), Chavéz não corre risco de perder popularidade. “Ele deve ganhar a simpatia de alguns eleitores. Até agora, é o favorito. A não ser que sua saúde piore significativamente, é improvável que ele perca”, opinou.
Correio Braziliense
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