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Hillary pede que a Coreia do Norte pare de fazer provocações

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, advertiu a Coreia do Norte para que o país pare de fazer provocações, e disse que as relações entre Pyongyang e Washington não vão melhorar enquanto o regime comunista continuar a insultar a Coreia do Sul e recusar negociações. O lançamento de um míssil balístico seria uma transgressão às resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), acrescentou a secretária.

 

Hillary também anunciou a nomeação de Stephen Bosworth, embaixador dos EUA na Coreia do Sul entre 1997 e 2000, como novo representante dos EUA para a Coreia do Norte. Numa entrevista concedida após se reunir com seu colega sul-coreano, Yu Myung-hwan, Hillary pediu que a Coreia do Norte retome os compromissos anteriores e desmantele seu programa de armas nucleares. "Mantemos nossa resolução conjunta para trabalharmos unidos e através das negociações entre seis partes (Japão, Rússia, China, Estados Unidos, Coreia do Norte e Coreia do Sul), a fim de trazer à península da Coreia um desmantelamento nuclear completo e verificável", afirmou a principal diplomata norte-americana.

 

 

Hillary esteve em Seul na terceira parada de seu giro por quatro países da Ásia, antes de seguir viagem para a China. Ela afirmou que o desenvolvimento da democracia e a prosperidade na Coreia do Sul estão "em extremo contraste com a tirania e a pobreza" no norte da península. O governo sul-coreano acusa Pyongyang de estar preparando o teste de seu míssil de mais longo alcance, o Taepodong-2, que teoricamente tem capacidade para atingir o Alasca.

 

 

A viagem de Hillary à região acontece em um momento em que crescem as especulações de que Pyongyang estaria planejando um teste com um míssil de longo-alcance. Há também muitas dúvidas a respeito do estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il, depois que foram divulgadas notícias de que ele poderia ter sofrido um derrame no ano passado.

 

 

Diplomatas ocidentais temem que a eventual morte de Kim, que não designou seu sucessor, e uma disputa para substituí-lo possam aumentar as tensões na península coreana. Segundo a BBC, quando perguntada sobre as especulações sobre os testes de mísseis que estariam sendo planejados por Pyongyang, Hillary afirmou que qualquer atitude do tipo seria considerada uma "provocação" pelos EUA. "Nós não comentamos questões de inteligência, mas está claro pela resolução 1718 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que a Coreia do Norte deve suspender todas as atividades relacionas ao seu programa balístico". Horas antes da chegada de Hillary em Seul, o governo da Coreia do Norte divulgou um comunicado onde afirmou que suas tropas estão "prontas para a guerra" com o vizinho do sul.

 

 

Alerta de Seul

 

O Exército sul-coreano responderia a qualquer ataque armado por parte de Pyongyang bombardeando as bases de origem dos projéteis, disse o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, citado pela agência local Yonhap.

 

 

O ministro sul-coreano disse que, se houvesse um choque com artilharia ou mísseis nas águas do Mar Ocidental (Mar Amarelo), a Coreia do Sul responderia bombardeando as instalações militares da Coreia do Norte responsáveis pela agressão.

 

 

Lee reconheceu a seus interlocutores, em uma sessão informativa do Parlamento sul-coreano, a tensão existente nas águas do Mar Amarelo depois que a Coreia do Norte anunciou, em janeiro, sua decisão unilateral de anular todos os acordos de não confronto com a Coreia do Sul. "Tomaremos medidas preventivas se houver um ataque com mísseis por parte do inimigo e bateremos os centros de origem do lançamento", disse Lee.

 

estadao.com.br

 

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