Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images
Dias após os EUA e Israel lançarem os primeiros ataques contra o Irã, na manhã de sábado (28), o conflito tem se intensificado a cada hora, envolvendo outros países da região, gerando temores para a economia global e deixando milhares de viajantes retidos.
Nesta segunda-feira (02), ataques retaliatórios lançados pelo Irã destruíram qualquer sensação de segurança que seus vizinhos do Golfo tivessem, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo quatro militares americanos, em toda a região e em Israel.
O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, nesta segunda-feira. Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país.
Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo costurado em novembro de 2024. Apesar do acordo, Israel tem feito ataques e incursões militares contra o território do Líbano. Tel Aviv alega atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar.
Aeronaves
Três aeronaves militares americanas caíram no Kuwait nesta segunda-feira, “devido a um aparente incidente de fogo amigo”, informou o Exército dos EUA, acrescentando que todos os seis tripulantes ejetaram e estão “em condição estável”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem, domingo (01/03) que seu conflito com o Irã poderia durar “cerca de quatro semanas”, oferecendo a indicação mais clara até o momento sobre quanto tempo o governo prevê que a campanha militar durará.
Enquanto isso, Israel lançou uma onda de ataques contra o Líbano, em resposta a uma provocação do Hezbollah na madrugada desta segunda-feira. Os ataques mataram pelo menos 31 pessoas, disseram as autoridades libanesas, e abriram outra frente no conflito.
Ataques conjuntos entre os EUA e Israel mataram pelo menos 555 pessoas no Irã, segundo o Crescente Vermelho Iraniano, incluindo pelo menos 165 pessoas em uma escola primária feminina, informou a mídia estatal do país.
Esses ataques também mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, marcando um ponto de virada na história da nação e deixando os iranianos diante de uma mistura surreal de alívio, incredulidade e ansiedade.
Com CNN
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