CALI, Colômbia – O ex-deputado regional Sigifredo López será libertado nesta quinta-feira, 5, pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e voltará para casa, em Cali, após quase sete anos de sequestro, se a entrega ocorrer sem problemas. Os helicópteros fornecidos pelo Brasil para a missão humanitária estão em Cali, capital do departamento de Valle del Cauca, e partirão, por volta das 8h (11h de Brasília), em busca do político.

 

A volta para casa do político colocará fim à libertação de seis reféns prometida pela guerrilha, que, no domingo, entregou três policiais e um soldado e, na terça-feira, o ex-governador Alan Jara à missão humanitária liderada pela senadora de oposição Piedad Córdoba. López é o único sobrevivente dos 12 deputados sequestrados pelas Farc em 11 de abril de 2002 em um violento ataque à sede da Assembleia, no centro de Cali, capital regional. O ex-deputado poderá dar novas informações para esclarecer em que circunstâncias dos políticos foram mortos em cativeiro em junho de 2007.

 

 

Segundo o governo colombiano, seus 11 companheiros foram mortos em junho de 2007, executados por guerrilheiros após o encontro com um grupo inimigo "não identificado". As Farc afirmam que os reféns foram atingidos pelo fogo cruzado em combate com o Exército. López estaria doente em um acampamento diferente dos companheiros de cativeiro durante o confuso incidente. A entrega dos restos dos legisladores foi outro calvário aos parentes, que conseguiram, por fim, enterrá-los semanas mais tarde em Cali.

 

 

Assim como na operação de domingo e de terça-feira, os helicópteros Cougar, tripulados por pilotos civis brasileiros, partirão rumo a um lugar não definido, desta vez aparentemente nas montanhas que margeiam o Pacífico colombiano, 600 quilômetros ao sudoeste de Bogotá. Participarão da operação Córdoba e delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). O delegado da entidade na Colômbia, Christophe Beney, confirmou a contratação de um piloto civil colombiano para que ajudasse a dirigir as aeronaves, devido à complexidade do voo. "Contratamos um piloto civil colombiano para que acompanhasse, só para este trajeto, os pilotos brasileiros pela viagem perigosa e delicada, e não queríamos arriscar nada", declarou Beney.

 

 

A família do ex-deputado teve uma prova de sua sobrevivência em 30 de março, quando o refém insistiu na necessidade de uma troca humanitária de sequestrados por guerrilheiros presos, e, em junho, chegaram as últimas informações sobre ele. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, que na terça-feira visitou Alan Jara em Villavicencio, centro, disse que insistirá no cerco humanitário ou resgate dos 22 membros da polícia que permanecem sequestrados e que as Farc querem trocar por rebeldes presos. "Estamos prontos para a paz, não para o engano; estamos prontos para o acordo humanitário, não para reforçar o terrorismo", afirmou o governante.

 

estadao.com.br

 

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