Foto: RS/Fotos Públicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (03) que os EUA irão “administrar” a Venezuela de forma interina, após a ofensiva militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, levados para Nova York em um navio de guerra norte-americano.
Em pronunciamento feito em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump declarou que um grupo formado por membros do alto escalão de seu governo será designado para conduzir o país até que haja uma transição de poder. Ele não detalhou quem integrará esse grupo, mas descartou a participação da líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025. Segundo Trump, Machado “não tem apoio interno nem respeito” para governar.
O presidente norte-americano disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, vem dialogando com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que estaria “disposta a fazer o que for preciso”.
Trump invocou ainda a Doutrina Monroe, política estabelecida há 200 anos para ampliar a influência dos EUA na América Latina, e afirmou que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.
Além da administração interina, Trump anunciou que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria petrolífera da Venezuela. “Vamos fazer o petróleo fluir. Nossas gigantescas companhias vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura e gerar lucro para o país”, disse, alegando que o setor havia sido “roubado” pelos governos socialistas.
O presidente também afirmou que a operação de captura de Maduro, que segundo ele durou apenas 47 segundos, foi “a maior ação militar dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial”, envolvendo poderio aéreo, terrestre e marítimo. Trump disse ter assistido ao vivo à operação, transmitida por agentes em Caracas.
Questionado sobre o destino de Maduro, Trump declarou que o líder venezuelano será levado a Nova York “em um futuro breve” e que a Justiça decidirá onde ficará preso enquanto aguarda julgamento. Ele não descartou novas ofensivas em solo venezuelano e afirmou não ter receio de enviar tropas ao país.
Na madrugada, Caracas foi atingida por ao menos sete explosões em cerca de 30 minutos, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Parte da capital ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares.
A vice-presidente Delcy Rodríguez disse não saber o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida do governo americano.
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