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EUA podem garantir guarda-chuva nuclear sobre Coreia do Sul

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá assinar um compromisso referente à permanência de seu "guarda-chuva nuclear" sobre a Coreia do Sul durante a visita de seu colega sul-coreano a Washington, em meados de junho, informou hoje a agência local Yonhap.

Segundo fontes do governo de Seul citadas pela Yonhap, pela primeira vez os Estados Unidos poderiam comprometer-se a proteger a Coreia do Sul com seu chamado "guarda-chuva nuclear", algo que já acontecia de maneira tácita desde o fim da Guerra da Coreia em 1953.

Segundo fontes do escritório presidencial, ambos os líderes poderiam assinar um comunicado conjunto referente à proteção americana de seu aliado asiático mediante a dissuasão nuclear.

No encontro entre o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e seu colega Barack Obama na Casa Branca, ambos falarão sobre a crise suscitada após o segundo teste nuclear da Coreia do Norte.

A reunião vai acontecer no dia 16 de junho e nela os dois líderes discutirão medidas de resposta à Coreia do Norte pelo teste nuclear.

Caças

Neste sábado (30), o governo norte-americano decidiu reforçar sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão.
Os aviões militares, que decolaram do Estado da Virgínia, chegaram à base aérea de Kadena, localizada na província japonesa de Okinawa.

De acordo com fontes do Departamento de Defesa, os aviões fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.

"Não ficaremos parados enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição", disse o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. "A política dos Estados Unidos não mudou. Nosso objetivo é a desnuclearização completa e inquestionável da península coreana, e nós não vamos aceitar que a Coreia do Norte seja um Estado nuclearizado."

Movimento

As medidas dos Estados Unidos foram tomadas depois que fonte de Washington disse a um jornal sul-coreano que Pyongyang prepara a transferência de um míssil balístico intercontinental de uma fábrica próxima à capital para uma base de lançamento na costa Leste.

A fábrica é a mesma onde foi fabricado o foguete de longo alcance Taepodong-2, que a Coreia do Norte lançou em 5 de abril, em descumprimento a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Mais cedo, o governo do ditador Kim Jong-il já havia lançado um foguete de curto alcance, no sexto lançamento feito só nesta semana.

Ao lado de autoridades da Coreia do Sul e do Japão, durante reunião em Cingapura, Gates firmou uma via multilateral para conter a ameaça das ambições nucleares da Coreia do Norte. "Se a Coreia do Norte pensa que desta vez vai ser recompensada por seus erros, está completamente enganada"’, disse o secretário de Defesa sul-coreano, Lee Sang-hee.

Ameaça

Nesta semana, a Coreia do Norte, que apresenta um discurso cada vez mais hostil, alertou sobre a possibilidade de um conflito, dizendo que não estava mais amarrada a um armistício que encerrou com a Guerra das Coreias (1950 a 1953), e fez ameaças caso receba sanções do Conselho de Segurança. O governo afirma que vai agir "em legítima defesa".

O país ganhou milhões de dólares ao exportar tecnologia de mísseis ao Oriente Médio, dizem analistas de defesa, e há temores de que a nação possa fazer o mesmo com o seu novo know-how nuclear.

A atitude beligerante da Coreia do Norte não representa por enquanto uma ameaça militar direta para os Estados Unidos, mas pode provocar uma corrida armamentista na Ásia, afirmou o chefe do Pentágono. Entretanto, Gates descartou, por enquanto, reforçar a presença militar americana na Coreia do Sul, onde Washington mantém 28 mil soldados.

Também em Cingapura, a China, maior aliado da Coreia do Norte, pediu calma à comunidade internacional. "A península coreana deve se dirigir à desnuclearização e esperamos que todas as partes envolvidas mantenham a cabeça fria e respondam de forma comedida ao problema", declarou Ma Xiaotian, vice-chefe do Estado-Maior geral do Exército chinês.

Folha

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