Pelo menos duas pessoas morreram durante os confrontos entre manifestantes a favor do presidente deposto Manuel Zelaya e tropas policiais do governo de facto na capital Tegucigalpa, informam fontes da imprensa hondurenha. O enfrentamento se deu nos arredores da embaixada brasileira no país onde Zelaya está refugiado.
Em entrevista à rede CNN, Zelaya disse que a sede da representação brasileira foi alvo de ataques das forças do governo de Michelletti. "Às 5h da manhã (3h de Brasília) atacaram a embaixada com bombas", disse o presidente deposto, citado pela agência Ansa. "Estão atacando em diferentes lugares do país".
O site La Prensa.hn informou que os apoiadores de Zelaya entraram em confronto com a polícia. Os seguidores colocaram fogo em uma viatura, e a polícia respondeu lançando bombas de gás lacrimogêneo para controlar a situação. Fotos da agência AP mostraram os policiais avançando na região onde está localizada a embaixada brasileira.
Segundo a Ansa, Zelaya pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA) para questionar a perseguição que seus seguidores estão sofrendo. "Eles as autoridades do governo de facto têm as armas, as bombas, os canhões, os tanques, o povo está indefeso, pedimos que apliquem a Carta Democrática da OEA", disse, afirmando também que a embaixada está "rodeada de franco atiradores".
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