Categorias: Mundo

Coreia do Norte se diz pronta para lançar uma guerra nuclear

A Coreia do Norte está preparada para lançar uma guerra baseada na "dissuasão nuclear", afirmou nesta quinta-feira (23) a agência norte-coreana KCNA, em um momento de grandes tensões na península Coreana.

– As Forças Armadas revolucionárias da RPDC (nome oficial da Coreia do Norte) estão plenamente preparadas para uma guerra santa de justiça ao estilo coreano baseada na dissuasão nuclear se for necessário para enfrentar as ações inimigas que deliberadamente levam a situação à beira da guerra.

A ameaça veio em resposta ao alerta feito pelo presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, que nesta quinta-feira visita uma unidade militar na fronteira com o Norte. Ele disse que seu país reagiria severamente no caso de um novo ataque.

O Exército sul-coreano foi duramente criticado pela resposta pouco convincente ao bombardeio que matou quatro pessoas na ilha de Yeonpyeong, incluindo civis.

Agora, as tropas do Sul reafirmam sua prontidão para a batalha e determinação de mostrar uma reação à altura, recorrendo, inclusive, à Força Aérea. Lee, citado pela agência sul-coreana Yonhap, reafirmou a necessidade de trabalhar a ideia de um contra-ataque.

– Devemos executar um contra-ataque maior e mais forte, para que eles não possam nos provocar novamente. Já resistimos o bastante. Pensamos que poderíamos manter a paz nesta terra se resistíssemos, mas não foi o caso. Agora, precisamos retaliar com força para manter a paz, conter as provocações e evitar a guerra.

O povo do Norte "está quase morto de fome, e com o dinheiro gasto para fazer armas atômicas, as pessoas poderiam viver", disse Lee, criticando as prioridades do regime comunista.

A Coreia do Sul executou nesta quinta-feira as mais importantes manobras militares aéreas e terrestres do ano, que duraram menos de uma hora em Pocheon, perto da fronteira com a Coreia do Norte, e os especialistas acreditam que uma retaliação norte-coreana agora é praticamente uma questão de tempo.

Os exercícios, previstos apenas para esta quinta-feira, incluíram as manobras aéreas e terrestres mais importantes de 2010, apenas um mês depois do bombardeio da ilha sul-coreana de Yeonpyeong pelo Norte – o primeiro contra uma zona civil desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953.

As manobras aconteceram em Pocheon, que fica apenas 30 km ao sul da fronteira, com a participação de 800 soldados, 30 tanques, sete helicópteros, seis aviões de combate, além do uso de mísseis antitanques e lança-foguetes.

Nesta quarta-feira (22), a Coreia do Sul iniciou manobras navais ao leste da península, no Mar do Japão, a 100 km ao sul da fronteira com o Norte. Seul, no entanto, garante que os exercícios têm caráter puramente defensivo.

Em um comunicado de tom menos excessivo que o habitual, no entanto, o governo da Coreia do Norte qualificou o Exército sul-coreano de "belicista".

– Estes belicistas dizem que vão iniciar manobras com tiros reais, com a participação de F-15K [aviões de combate], de tanques e canhões em uma base militar de Pocheon. Estes exercícios navais são exercícios fanáticos com o objetivo de invadir a RPDC.

Na quarta-feira, a Casa Branca advertiu a Coreia do Norte contra qualquer reação violenta, e insistiu que as manobras sul-coreanas são, de fato, defensivos. Os Estados Unidos mantêm 28.500 soldados na parte sul da península.

Na segunda, Pyongyang descumpriu suas ameaças e não reagiu às manobras sul-coreanas em Yeonpyeong. Além disso, aceitou a visita de inspetores nucleares da ONU expulsos em 2009, segundo Bill Richardson, ex-alto diplomata americano que visitou a capital norte-coreana esta semana.

Apesar destes sinais, aparentemente positivos, alguns analistas consideram quase inevitável uma nova agressão do Norte contra o Sul. Peter Beck, analista do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Washington, disse que um novo confronto é uma questão de tempo.

– A questão não é saber se haverá uma nova provocação, e sim quando.

O especialista diz ainda que Pyongyang necessita deste tipo de ação para fortalecer a posição de Kim Jong-Un, filho do ditador Kim Jong-Il escolhido para sucedê-lo.

– O objetivo é apresentar Jong-Un como um líder forte e sólido, unindo as pessoas em torno do regime ao alimentar o temor de uma guerra.

Kim Jong-Il obteve suas "credenciais" ao suceder o pai à frente do país ao planejar o assassinato do então presidente sul-coreano durante uma visita a Mianmar, em 1983 – que acabou fracassando. Além disso, foi o mentor do atentado contra um avião da companhia sul-coreana Korean em 1987, que matou 115 pessoas.

Vários analistas afirmam que Pequim pediu calma a Pyongyang até a visita do presidente da China, Hu Jintao, aos Estados Unidos, marcada para 19 de janeiro.
 

R7

Últimas notícias

Cabo Gilberto sinaliza reeleição, recebe apoio de Bolsonaro ao Senado e é visto por Queiroga como opção de vice nordestino: “Por que não?”

O presidente estadual do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro…

15 de fevereiro de 2026

Cantor Ranniery Gomes tenta salvar animal e é resgatado pela Marinha na Praia do Jacaré

O cantor paraibano Ranniery Gomes passou por um susto na tarde desse sábado (14), durante…

15 de fevereiro de 2026

Juliana Cunha Lima celebra lembrança para vice de Efraim, mas mantém ALPB no radar

A primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima, confirmou que o seu nome segue sendo…

15 de fevereiro de 2026

Cidade do Forró vira atração da alta estação e estende programação até terça de Carnaval

A Cidade do Forró, novidade que estreou em 2026 junto com o Festival Forró Verão,…

15 de fevereiro de 2026

PMJP convoca mais de 260 cuidadores voluntários para passarem por processo de formação

A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio da Divisão de…

15 de fevereiro de 2026

Escolas de Samba levam cor e ritmo ao Carnaval Tradição de João Pessoa neste domingo

O Carnaval Tradição de João Pessoa ganha mais vida com a apresentação das escolas de…

15 de fevereiro de 2026