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Contraditório? Presidente do Irã pede a ONU que puna país que fizer ameaça nuclear

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu nesta segunda-feira (3) na ONU que os países que ameacem usar armas atômicas sejam punidos.

Ahmadinejad falou durante encontro dos 189 signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Segundo ele, "considerar qualquer ameaça de usar armas nucleares ou atacar instalações nucleares pacíficas são um desrespeito à paz e à segurança internacionais".

Ee também exigiu a criação de um órgão independente mundial para fixar uma data-limite para a eliminação de todas as armas nucleares.

As delegações dos EUA, do Reino Unido e da França saíram da sala da Assembleia Geral durante a fala do presidente iraniano. Apesar de o iraniano não ter citado os EUA, a declaração foi interpretada como uma alusão aos americanos.

Além disso, Ahmadinejad pediu a suspensão dos Estados Unidos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão responsável por supervisionar e regulamentar as atividades nucleares no mundo.

Durante o encontro, solicitou "a criação de um grupo internacional independente, tendo autoridade a partir da conferência".

"Este grupo", disse, "deveria fixar um prazo para a eliminação total das armas nucleares, com um calendário preciso".

Também exortou a "suspensão dos membros do conselho de governadores da AIEA que utilizam ou ameaçam utilizar armas nucleares".

"Como os Estados Unidos podem integrar a junta de governadores quando utilizaram bombas atômicas contra o Japão?", perguntou o presidente iraniano em um discurso de 35 minutos, no qual também acusou Washington de usar armas com urânio enriquecido durante a guerra do Iraque.

Sua intervenção no anfiteatro da Assembleia Geral da ONU foi marcada por uma longa crítica contra os países com armas nucleares, incluindo os Estados Unidos, a quem acusou de "ameaçar" Estados que não as têm.

A explanação de Ahmadinejad provocou a saída de muitas delegações. Representantes dos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Finlândia e Marrocos, em particular, retiraram-se da sala durante seu discurso.

A Casa Branca afirmou que a delegação americana saiu por conta das "acusações bárbaras" feitas por Ahmadinejad.

O porta-voz Robert Gibbs afirmou que os EUA queriam ouvir dos iranianos que estes estariam cumprindo suas obrigações nucleares. Em vez disso, o que ocorreram foram "acusações bárbaras".

 

 

 

G1

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