A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assumiu nesta quinta-feira o comando total das operações militares aliadas na Líbia, iniciada no último dia 19 de março após a aprovação no Conselho de Segurança da ONU de um plano de ação para garantir o cumprimento de uma zona de exclusão aérea sobre o país.
O presidente do Comitê Militar da Otan, o almirante italiano Giampaolo Di Paola, e o general canadense Charles Bouchard, no comando das operações desde a base que a Aliança tem na cidade italiana de Nápoles, detalharão a nova situação à imprensa às 8h30 (horário de Brasília).
Segundo explicou à agência Efe a porta-voz da Otan, Oana Lungescu, o processo de transferência teve início na quarta-feira e será completado nesta quinta, de modo que a organização terá sob seu comando todos os ativos militares internacionais que operam na Líbia.
O novo passo acontece depois de os 28 países aliados terem chegado a um acordo no último domingo para que a Otan ficasse com o controle e a coordenação de todas as operações de proteção da população civil líbia, o que implica ataques contra alvos terrestres desenvolvidos até agora pela coalizão internacional.
Alguns dias antes, a organização já havia assumido a direção da zona de exclusão aérea imposta sobre a Líbia em virtude do estipulado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e, previamente, tinha feito o mesmo com a vigilância do embargo de armas que pesa sobre o país africano através de uma missão naval em águas do Mediterrâneo.
GADDAFI FORÇA RECUO DOS REBELDES
A transferência do controle sobre os ataques aéreos à Otan coincidiu com a redução dos bombardeios internacionais contra as forças de Muammar Gaddafi, o que permitiu às tropas leais ao líder líbio contra-atacar e obrigar os rebeldes a se retirar.
Mais cedo na quarta-feira, horas depois de retomar Ras Lanuf do controle dos rebeldes, as forças leais a Gaddafi expulsaram os militantes do porto petroleiro de Brega.
A informação foi confirmada pelos próprios rebeldes em Ajdabiyah, cidade situada 80 km a leste de Brega, que disseram poder ouvir tiros de canhão na região.
A reconquista de Brega poucas horas depois da de Ras Lanuf confirma a rápida progressão do Exército governamental rumo ao leste do país, reduto dos insurgentes.
Após o rápido avanço registrado em 27 de março, quando os rebeldes recuperaram quatro cidades –Ajdabiyah, Ras Lanuf, El Aguila e Bin Jawad– em 48 horas, os milicianos revolucionários começaram a retroceder devido aos bombardeios da artilharia de Gaddafi, que disparava desde o Vale Vermelho, perto de Sirte.
ORDEM SECRETA
Obama assinou a ordem nas últimas duas ou três semanas, segundo quatro fontes do governo familiarizadas com o assunto que falaram à Reuters.
Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas da CIA [agência de inteligência americana].
Procuradas pela Reuters, tanto a CIA quanto a Casa Branca se recusaram a comentar de imediato.
Em entrevista à rede de TV NBC na noite desta terça-feira, Obama disse que Gaddafi está amplamente enfraquecido e "não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento", acrescentando que não descarta a possibilidade de fornecer armas aos rebeldes.
A questão sobre armar ou não os rebeldes líbios para que possam fazer frente às forças leais a Gaddafi causa polêmica. Ontem, o secretário-geral da Otan, Andres Fogh Rasmussen, rejeitou a possibilidade.
Hoje, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que a coalizão de forças internacionais que está lançando ataques na Líbia não tem o direito de armar os rebeldes.
Combatentes rebeldes, principalmente forças armadas com armas leves e em caminhonetes, disseram ter sido superados pela potência e alcance das armas de Gaddafi.
FIM DE GADDAFI
O ex-ministro líbio da Imigração, Ali Errischi, declarou nesta quinta-feira ao canal France 24 que os dias do regime de Muammar Gaddafi estão contados após a deserção ontem do ministro das Relações Exteriores Mussa Kussa.
A renúncia de Kussa, anunciada pela Grã-Bretanha quando o chanceler desembarcou em Londres na quarta-feira, é um "sinal de que os dias do regime estão contados".
"É o fim", declarou Errishi, que também desertou do governo pouco depois do início da revolta popular na Líbia, em fevereiro.
"Sempre disse que os dirigentes líbios são todos reféns em Trípoli. É incrível ver de que maneira Kussa conseguiu escapar", completou.
"Kadhafi não conta com mais ninguém. Agora restam apenas ele e os filhos".
Folha.com
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