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Cidade japonesa procura 10 mil desaparecidos após tsunami

As autoridades da Província de Miyagi, na região nordeste do Japão, arrasada nesta sexta-feira (11) por um tsunami, estão sem notícias de 10 mil moradores da cidade portuária de Minamisanriku, informou a rede de TV japonesa NHK neste sábado (12).

Essa cifra representa mais da metade da população da cidade, de 17.000 habitantes, que fica no litoral pacífico do Japão.

Segundo a NHK, as autoridades estão tentando localizar essas pessoas.

Outras 7.500 foram chegaram a ser retiradas nesta sexta-feira.

Um forte tremor, de 6,4 graus na escala Richter, voltou a atingir neste sábado (12) a Província japonesa de Fukushima. Nessa região, estão localizadas as duas usinas nucleares que apresentaram problemas após o terremoto de 8,9 graus que sacudiu nesta sexta-feira (11) o nordeste do Japão.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu no mar, a cerca de 84 km de Fukushima, a uma profundidade de 37,5 km. O tremor ocorreu por volta das 10h15 no horário de Brasília (22h15 no Japão). Ainda não há relatos sobre danos.

Após o terremoto de sexta-feira e o tsunami que se formou por causa dele, os japoneses passaram a temer a possibilidade da fusão de um reator nuclear no centro da zona afetada e uma consequente catástrofe atômica.

A maior preocupação está relacionada a uma possível fusão do reator número 1 da central de Fukushima, a 250 km a nordeste de Tóquio, onde houve pane no sistema de resfriamento. Logo no início, o fogo chegou a lamber barras de combustível irradiado. A 12 km de lá, o reator da unidade número 2 também sofreu danos.

Depois, houve uma explosão na usina número 1. Mas o contêiner do reator da central nuclear não sofreu danos, segundo o governo, que citou dados da operadora Tokyo Electric Power (Tepco).

Em comunicado, o governo também anunciou que o nível de radiação na usina nuclear após a explosão começou a baixar.

Tsunami espalha corpos em porto

O tsunami que ocorreu depois do terremoto de magnitude 8,9 – o sétimo mais potente da história dos sismos na Terra – devastou a cidade de Sendai, onde a polícia encontrou entre 200 e 300 corpos na praia. Entre 300 e 400 outros corpos estavam no porto de Rikuzentakata, que ficou submerso.

As autoridades japonesas estenderam neste sábado a 20 km o raio de retirada da população nas proximidades da usina nuclear de Fukushima. O gabinete do primeiro-ministro ordenou a medida quatro horas depois da explosão, que destruiu o prédio onde está o reator número 1 da central.

A emissora japonesa NHK informou que cerca de 46 mil habitantes haviam sido retirados, mas que ainda restavam 800 pessoas no momento da explosão.
 

 

R7

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