A Defesa Civil confirmou no início da tarde desta segunda-feira (4) que 50 corpos foram encontrados na região de Angra dos Reis. Até o início desta tarde, mais quatro vítimas foram encontradas soterradas no Morro da Carioca, no Centro de Angra.
Os bombeiros trabalham com a possibilidade de que mais pessoas podem estar sob os escombros. Com isso, sobe para 72 o número de mortos em decorrência das chuvas em todo o estado do Rio.
Veja vídeos e fotos da tragédia
“Um dos corpos encontrados era de uma criança, que não estava na lista de desaparecidos. Como uma criança não chega sozinha a lugar nenhum, ela poderia estar em companhia de adultos que também podem estar soterrados”, explicou o subscretário de Defesa Civil do estado, coronel bombeiro Pedro Machado.
‘Aborto da natureza’
Mais cedo, o prefeito de Angra, Tuca Jordão (PSDB-RJ), visitou o morro atingido e classificou o ocorrido como "um aborto da natureza". Em decreto, ele proibiu novas construções e acréscimos em 16 morros do Centro. Segundo a prefeitura, 100 casas devem ser demolidas.
Uma estrutura que atuará como um muro de contenção será construída no morro para evitar o impacto da terra sobre novas casas em caso de novos deslizamentos. Nesta segunda (4), moradores da região foram autorizados a retirar seus pertences das casas ameaçadas.
Buscas
As buscas por vítimas dos deslizamentos em Angra dos Reis entraram no quarto dia na manhã desta segunda. Na enseada do Bananal, na Ilha Grande, outras três pessoas são procuradas.
Homens da Defesa Civil, Marinha, Polícia Militar e Instituto Estadual do Ambiente, ajudam nos trabalho. Segundo a secretaria, mergulhadores, oito cães farejadores e quatro retroescavadeiras reforçam a busca.
Corpos identificados
À medida que os corpos são reconhecidos, os nomes são divulgados pela prefeitura de Angra dos Reis e pelo Instituto Médico Legal do Rio.
Para informações sobre Angra, a Defesa Civil municipal disponibiliza os seguintes telefones: (24) 3377-7991 / 3777-7480
O Fantástico do último domingo (3) entrou na pousada Sankay, que fica na Ilha Grande, ao lado de várias casas que foram completamente destruídas pela avalanche de pedras e lama.
São imagens impressionantes (veja vídeo ao lado). O que estava no caminho da terra que desceu do morro deixou um rastro de destruição.
Os comerciantes Elaine e Davis Fonseca estavam em uma casa na região onde fica a pousada com outras oito pessoas. Os dois contam que a chuva era intensa desde 29 de dezembro naquela área. "A gente via cadeiras, botijão de gás, roupa e tênis boiando no mar", lembra Elaine.
Doações
A Defesa Civil de Angra dos Reis montou um esquema para receber donativos para os desalojados e desabrigados das chuvas na cidade. Um colégio estadual serve de centro de atendimento e coleta de doações.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, José Lucas, muitos alimentos, roupas e colchões já foram entregues, inclusive por moradores de outros estados.
Para mais informações, os interessados em doar podem ligar para (24) 3377-6046/3377-7480/3365-4588/3377-7869. Para quem quiser fazer doações no local, o endereço do Colégio Estadual Dr. Artur Vargas é Rua Coronel Carvalho, 230, no Centro de Angra.
G1
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