JURI INÉDITO: começa no Cairo o julgamento do ex-ditador Hosni Mubarak que está doente
Teve início na manhã desta quarta-feira (horário local) no Cairo o julgamento do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak.
O ex-líder chegou de helicóptero à sede da Academia de Polícia do Cairo –onde ocorre o julgamento– sob um forte esquema de segurança e em meio a intensos confrontos entre seus partidários e opositores.
Imagens da televisão estatal egípcia mostraram Mubarak sendo levado de maca para o local onde ocorrerá o julgamento.
Também estão presentes no tribunal os filhos de Mubarak, Alaa e Gamal, o empresário Hussein Salem, o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus assessores. Todos são acusados de planejar ataques contra os manifestantes durante a Revolução de 25 de janeiro, que forçou a renúncia de Mubarak em 11 de fevereiro e na qual morreram centenas de pessoas.
DOENTE
Mubarak, que tem 83 anos, estava internado no resort do Mar Vermelho de Sharm el-Sheikh desde abril, quando foi interrogado pela primeira vez.
O ministro da Saúde egípcio, Amr Helmy, afirmou na segunda (1) que o estado de saúde de Mubarak é estável, por isso não existiriam impedimentos para sua transferência ao Cairo para comparecer ao tribunal.
Helmy assinalou ainda que Mubarak, que foi hospitalizado no dia 12 de abril em Sharm el Sheikh após sofrer um ataque cardíaco, seria acompanhado à capital egípcia por uma equipe de médicos e especialistas.
Muitos egípcios consideram a doença dele uma desculpa para que o Exército evite a humilhação pública do antigo comandante.
INÉDITO
Apesar dos egípcios celebrarem a possibilidade de retribuição contra um líder autoritário, eles estão se questionando se o julgamento vai, realmente, romper com as injustiças do passado.
Alguns temem que a junta militar que governa o Egito vai usar o julgamento como uma prova de que as reformas democráticas foram alcançadas, ainda que os ativistas argumentem que ainda são necessárias reformas mais profundas.
"Estou um pouco preocupada que, se Mubarak for julgado e condenado, as pessoas vão tomar isso como o fim da revolução. Eles vão dizer que a revolução alcançou seus objetivos. O que não é o caso", disse Tareq Shalaby, 27, consultor de mídia social que estava entre as milhares de pessoas protestando na praça Tahir.
O julgamento do presidente deposto é um momento sem precedentes no mundo árabe. É a primeira vez que um líder do Oriente Médio moderno é levado a julgamento pelo seu próprio povo.
O evento mais próximo a este foi o julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, mas sua captura deu-se pelo Exército americano em 2003 e o tribunal especial para o julgamento de Saddam foi criado com ampla consulta dos americanos e especialistas estrangeiros.
O presidente tunisiano deposto, El Abidine Ben Ali, foi acusado e condenado diversas vezes desde sua deposição, mas os julgamentos foram todos à revelia, pois ele está no exílio na Arábia Saudita.
FOLHA.COM
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