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Brasileira morre em ataque a reduto do Hezbollah no Líbano

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 A brasileira Malak Zahwe, de 17 anos, está entre as cinco vítimas da explosão de um carro-bomba nesta quinta-feira, 2, em Beirute, capital do Líbano. Nascida em Foz do Iguaçu, no Paraná, a jovem fazia compras com a madrasta, Iman Mohamed Hijazi, no bairro onde ocorreu o atentado, que deixou 66 feridos. Iman, que é libanesa, também morreu.

 

Criada em Foz do Iguaçu, Malak mudou-se para o Líbano com a família quando tinha 13 anos. O pai decidiu deixar a fronteira para trabalhar e ficar perto de parentes. Um dos primos de Malak, Mohamed Zahwe, disse que a jovem tinha planos para voltar a morar no Brasil. "Foi um ato terrorista. Estamos muito arrasados", disse.

 

Malak morava perto do bairro de Haaret Hreik, onde a explosão ocorreu. Ela e a madrasta tinham acabado de sair de uma loja, onde compravam comida, quando o carro-bomba explodiu. A jovem deixou três irmãos mais novos e a mãe, divorciada do pai, que também mora no Líbano. Alguns amigos souberam do atentado pela TV. Parentes mais próximos foram informados por telefone. Parentes e amigos da adolescente fizeram uma vigília na tarde de ontem em memória de Malak e das demais vítimas.

 

Destruição. Vários veículos foram destroçados pelo impacto – ferragens retorcidas se espalharam pela rua diante de edifícios cujas fachadas também foram destruídas. O ataque ocorreu menos de uma semana após o ex-ministro das Finanças Mohamed Chatah, um opositor do Hezbollah, ter sido assassinado com outras seis pessoas, na explosão de um carro-bomba em Beirute.

 

O conflito na Síria tem elevado as tensões sectárias no Líbano. O Hezbollah tem enviado combatentes ao país vizinho para reforçar as tropas leais ao ditador Bashar Assad, enquanto os sunitas têm ido para a Síria lutar ao lado dos rebeldes.

 

A bomba foi detonada às 16 horas, quando as ruas estavam tomadas pelo tráfego. Um cinegrafista da Reuters disse que membros do Hezbollah atiraram para cima para dispersar a multidão, temendo mais explosões.

 

Itamaraty. O governo brasileiro não tinha recebido até o começo da noite desta quinta-feira, 2, pedido de ajuda da família da adolescente. "O Itamaraty não recebeu do consulado brasileiro em Beirute qualquer informação", informou a assessoria da pasta.

 

Autoridades libanesas ou representantes da comunidade brasileira no País também não tinham ainda acionado os diplomatas do consulado.

 

Ainda por meio de sua assessoria, o Itamaraty sugeriu que a família da estudante Malak Zahwe procure a Divisão de Assistência Consular, em Brasília, ou o consulado na capital do Líbano.

Estadão

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