O Ministério Público de Zurique não libera a brasileira Paula Oliveira para retornar para Recife e quer avaliar sua condição mental. Se ela mentiu às autoridades, a pena contra a brasileira seria mais dura. Em caso de problemas psiquiátricos, a condenação por falso testemunho seria aliviada e ela poderia voltar ao País.

Paula é suspeita de ter mentido sobre um suposto ataque que afirma que sofreu há três semanas, na periferia da cidade suíça. Ela dizia estar grávida e ter sofrido um ataque por neonazistas. Mas para a polícia, Paula já havia confessado que tudo não passava de uma armação e teve seu passaporte retiro pela Justiça. Um processo foi aberto contra a brasileira.

 

Na terça-feira, 3, o promotor do caso, Marcel Frei, se reuniu com o advogado de Paula, Roger Muller. "O passaporte de Paula não foi devolvido e novos interrogatórios serão realizados", afirmou Muller. O namorado da brasileira, Marco Trepp, também deve ser ouvido.

 

Na semana passada, Paula ainda passou por um depoimento de cinco horas. Muller se nega a dizer o conteúdo do interrogatório. Mas admite que o promotor quer saber qual era seu "estado mental" no momento em que ela supostamente foi atacada.

 

Ao adotar essa versão – de problemas psiquiátricos – a defesa poderia conseguir que Paula apenas pague uma multa e seja liberada a viajar ao Brasil. "Obviamente que ela quer voltar o mais rápido possível para sua casa e eu estou trabalhando para isso", disse Muller. Uma nova decisão sobre a entrega do passaporte somente será tomada em duas semanas.

 

Segundo Muller, a confissão à polícia não tinha valor e, portanto, apenas o que ela dissesse perante a Justiça é que seria considerado. O Ministério Público de Zurique admitiu que a versão contada à polícia não seria suficiente para que o caso fosse fechado e ela condenada. Mas a Justiça garante que irá considerar também o que foi dito e assinado perante a polícia.

 

Muller ainda afirma que não conta com documentos que provem que sua cliente estava grávida no momento do ataque. Um laudo médico feito pela Universidade de Zurique provou que ela não estava grávida. Seu pai, Paulo Oliveira, continuou mantendo a tese de que não duvidaria da palavra de sua filha.

 

Por ter dado falso testemunho, ela poderia pegar até três anos de cadeia. Já o promotor de Justiça, Marcel Frei, não descarta que um tratamento psiquiátrico possa ser recomendado, caso fique provado que ela armou o incidente.

estadao.com.br

 

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