Foto: RS/via Fotos Públicas
O Ministério das Relações Exteriores emitiu neste sábado (28) um alerta consular orientando brasileiros a evitarem viagens a 11 países do Oriente Médio, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo o comunicado, a medida foi adotada “à luz da recente escalada das tensões no Oriente Médio”.
A recomendação é que cidadãos não se desloquem para:
Para brasileiros que já estão nesses países, o Itamaraty recomenda atenção redobrada e cumprimento rigoroso das orientações das autoridades locais.
Em caso de bombardeios ou ataques aéreos, a orientação é buscar imediatamente o abrigo mais próximo. Quem estiver na rua deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Em residências, a recomendação é permanecer em cômodos internos, com ao menos duas paredes entre a pessoa e a área externa do prédio, mantendo portas e janelas fechadas.
O ministério também aconselha evitar permanecer na linha de visão do céu, priorizar áreas mais internas da estrutura e procurar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas telefônicas. Outra recomendação é manter reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes.
Entre as orientações gerais estão evitar multidões e protestos, acompanhar canais oficiais das embaixadas brasileiras, monitorar a imprensa local e verificar se documentos de viagem têm pelo menos seis meses de validade. Em caso de cancelamento de voos, o cidadão deve procurar a companhia aérea para remarcação.
De acordo com o Itamaraty, situações de emergência consular são aquelas que envolvem risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior.
Contatos de emergência
Caso cidadãos brasileiros nos 11 países tenham algum problema, o Ministério das Relações Exteriores recomenda entrar em contato com as representações consulares na região.
O Itamaraty divulgou uma lista de telefones:
O governo brasileiro também condenou os ataques contra o Irã, classificando a ofensiva como fator de agravamento da instabilidade regional e risco à paz no Oriente Médio.
A operação foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contou com a participação de Israel. O Irã afirmou que a ação violou sua soberania e iniciou retaliações contra alvos na região.
Agência Brasil
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