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Americanos aprovam primeiros 100 dias de Obama, diz pesquisa

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Pela primeira vez em vários anos, um número maior de norte-americanos dizem que o país está na direção certa do que os que os que acreditam que a direção está errada, um sinal de que Barack Obama usou seus primeiros 100 dias na presidência para elevar o humor do público e inspirar expectativas de um futuro melhor. Muito preocupados com suas finanças pessoais e despesas médicas, os norte-americanos, apesar de tudo, parecem realistas sobre o tempo que Obama vai precisar para mudar as coisas, segundo uma pesquisa Associated Press-GfK.
 

O levantamento mostra que a maioria da população considera o novo presidente um líder forte, ético e simpático que está trabalhando para mudar Washington. Ninguém sabe por quanto tempo essa lua de mel vai durar, mas Obama claramente transformou o espírito do "sim, nós podemos" de sua candidatura numa ferramenta de governo. Sua habilidade de inspirar confiança – seu segundo livro é chamado "A Audácia da Esperança" – tem separado o presidente da dura realidade política de duas guerras, dos problemas da economia global e do incontáveis desafios domésticos.

 

"Ele apresenta uma perspectiva muito positiva", disse Cheryl Wetherington, 35 anos, um eleitor independente, proprietário de uma loja de chocolates em Gardner, Kansas. Outra descoberta da pesquisa pode indicar problemas para Obama na medida em que o centésimo dia, que será comemorado no dia 29 de abril, se aproxima.

 

Se por um lado há evidência de que as pessoas sentem-se mais otimistas sobre a economia, 65% dizem que é difícil conquistar o sucesso. Mais de um terço disseram ter um membro da família que perdeu o emprego recentemente. Mais de 90% dos norte-americanos consideram que a economia é uma questão importante, o nível mais alto já encontrado por uma pesquisa da AP.

 

Cerca de 80% acreditam que o aumento da dívida federal vai atingir as futuras gerações e Obama tem sido alvo de opiniões diversas sobre como tem lidado com o problema. Ainda assim, a porcentagem dos norte-americanos que dizem que o país está na direção certa subiu para 48%, de 40% que tinham essa opinião em fevereiro. Para 44%, o país está na direção errada.

 

Desde de janeiro de 2004, pouco depois da captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, pesquisas da AP não apontavam um porcentual maior de pessoas que consideram que o país está na "direção certa" do que "direção errada". Até agora, Obama tem desafiado os problemas e produzido uma tendência de otimismo, que começou com sua eleição. Mas ele sabe que suas perspectivas políticas estão diretamente ligadas a esses números. Se, ao final de seu mandato o público não acreditar mais que Washington é competente e responsável e que o país esteja pelo menos no caminho certo, suas perspectivas de reeleição serão duvidosas.

 

NÚMEROS

 

Poucas semanas depois de assumir o cargo, Obama afirmou que era responsável e capaz de responder por seus atos. "Eu tenho quatro anos. Se eu não cumprir meus objetivos em três anos, então será uma proposta de um mandato". A pesquisa indica que 64% do público aprova a performance de Obama, pouco abaixo dos 67% registrados em fevereiro. A taxa de aprovação do presidente George W. Bush atingiu a máxima de 50% em seus primeiros cem dias no cargo.

 

Mas Obama também tornou-se de alguma forma uma figura polarizadora, com apenas 24% dos republicanos aprovando sua performance, abaixo dos 33% de fevereiro. Obama fez campanha com a promessa – da mesma forma que Bush havia feito – de acabar com a mentalidade partidária que paralisa Washington.

 

Obama não é o primeiro presidente que bate na tecla do otimismo norte-americano, o espírito que nunca esmorece que os norte-americanos gostam de ver em si mesmos. Mesmo depois de ter fechado os bancos do país por um curto período de tempo, Franklin Delano Roosevelt falou, nos primeiros dias de seu mandato sobre a "confiança e coragem" necessários para colocar as economia dos Estados Unidos nos trilhos. "Juntos, nós não podemos falhar", declarou ele.

 

"Quando Obama assumiu", disse D.T. Brown, 39 anos, um apresentador de rádio de Mount Vernon, Illinois, que votou contra Obama, "foi como um sopro de ar fresco". Outros disseram que o esse otimismo não tem nada a ver com Obama, mas sim com uma era de responsabilidade pessoal que chegou com a crise econômica.

 

A pesquisa AP-GfK foi realizada entre 16 e 20 de abril por telefone com mil adultos em todo os Estados Unidos. A margem de erro, para mais e para menos, é de 3,1 pontos porcentuais.

Estadão

 

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