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Alemães, belgas e holandeses se unem

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Milhares de pessoas protestaram neste domingo (26/06) pelo fechamento de dois reatores nucleares na Bélgica por questões de segurança. Os manifestantes formaram uma corrente humana na região da tríplice fronteira entre Alemanha, Bélgica e Holanda.

Os organizadores do protesto citaram que cerca de 50 mil manifestantes participaram do ato , dando as mãos da cidade alemã de Aachen até Liège, na Bélgica, e Maastricht, na Holanda. A corrente também passou perto da usina nuclear de Tihange, localizada cerca de 20 quilômetros a sudoeste de Liège.

Os reatores Tihange 2 e Doel 3 levantaram preocupações quanto à segurança devido a microfissuras em suas estruturas. Doel fica no norte da Bélgica, próximo da cidade portuária de Antuérpia. Foram registrados numerosos incidentes de segurança – em maioria de nível baixo – nos dois reatores, que estão em funcionamento há mais de 30 anos.

No ano passado, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Barbara Hendricks, pediu à Bélgica o fechamento dos dois reatores até que as questões de segurança fossem esclarecidas. No entanto, o pedido foi rejeitado pelo órgão regulador nuclear da Bélgica.

Aachen lança ações legais
Inspeções recentes no reservatório de alta pressão revelaram 70 fissuras adicionais em relação ao controle anterior, em 2014. O resultado foi comunicado pelo ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, há algumas semanas. Segundo a organização Nucléaire Stop, o órgão regulador nuclear belga encontrou um total de 3.219 indícios de danos no reator Tihange 2.

Ativistas criticam há anos a operação da usina de Tihange. A cidade alemã de Aachen e cerca de 100 comunidades ao longo da região fronteiriça estão processando os operadores de Tihange 2.

A manifestação deste domingo foi organizada por uma série de associações ambientais de Alemanha, Bélgica e Holanda e liderada pelo ator e diretor belga Bouli Lanners. Os prefeitos de Aachen e Colônia, no oeste da Alemanha, expressaram seu apoio à iniciativa.

"É a mensagem mais forte que a região poderia enviar" , disse o chefe administrativo da região da cidade de Aachen, Helmut Etschenberg. "Não queremos mais viver com o elemento da incerteza que é Tihange 2 e continuaremos [a protestar]."

Além de exigir o encerramento das usinas nucleares, os manifestantes pedem o fim das entregas de combustíveis às duas estações energéticas da planta nuclear de Lingen, no estado alemão da Baixa Saxônia.

Terra

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