Por pbagora.com.br

O Brasil não recebe uma Copa do Mundo há 60 anos. Em 2014, serão 64 anos sem Mundial no país. Assim, a responsabilidade do técnico que for assumir a seleção brasileira será ainda maior do que o cargo já prevê.

Entre os candidatos que poderão comandar o time brasileiro estão treinadores experientes e um deles, Leonardo, com menor bagagem no comando de equipes. Com personalidades diferentes, todos têm passados que dão pistas sobre como eles sabem lidar com a pressão.

O R7 levantou fatos ocorridos com Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho e Leonardo e traçou a possível atuação de cada um nas crises que podem se abater sobre a seleção em um ciclo tão importante como o que levará ao Mundial de 2014.

Mano Menezes
Fator a favor – O atual treinador corintiano é considerado um dos mais equilibrados do futebol nacional. Raramente Mano Menezes é visto entrando em polêmicas em entrevistas, como tanto fazia Dunga. Mesmo em momentos de confrontamentos, ele prefere sair com classe a dar uma resposta atravessada. Esse fator pode ser importante para não aumentar problemas que possam aparecer, como ocorreu na “era Dunga”. Mesmo com a eliminação da Libertadores deste ano, ele não se abalou.

Fator contrário – Mano Menezes viveu até agora ambientes tipicamente nacionais, tendo sucesso internacional apenas na Copa Libertadores de 2007, quando foi vice-campeão com o Grêmio. Também não se sabe como ele se sairá em decisões políticas, que são necessárias a treinadores da seleção.

Luiz Felipe Scolari
Fator a favor – Felipão já foi técnico da seleção e em um momento de muita pressão: as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, quando o time quase ficou de fora do Mundial que garantiu o penta ao Brasil. Ele resistiu até o fim e não convocou Romário, mesmo de um clamor popular talvez superior até ao ocorrido para as convocações de Neymar e Paulo Henrique Ganso neste ano. Pressão não é problema para Felipão.

Fator contrário – Como a pressão pelo hexa em 2014 será extrema, o temperamento combativo de Felipão pode causar problemas. Sua relação não muito boa com alguns setores da imprensa estrangeira também é uma preocupação. Vale lembrar que ele fracassou em sua passagem pelo Chelsea e foi muito criticado. Depois disso, ficou “recluso” no escondido Uzbequistão.

Muricy Ramalho
Fator a favor – Muricy Ramalho muitas vezes demonstra não dar ouvidos ao que dizem sobre o seu trabalho. Como o treinador receberá muitas pressões por convocações de certos jogadores ou pelas suas decisões, alguém com posturas firmes pode ser positivo.

Fator contrário – Dos quatro candidatos à vaga, Muricy talvez seja o que mais tenha tido atritos com a imprensa recentemente. Durante a sua passagem pelo São Paulo, ele frequentemente perdia o humor e deixava as entrevistas coletivas tensas. Pode haver uma repetição do que aconteceu com Dunga.

 

Leonardo
Fator a favor – Como tem grande experiência fora do Brasil, Leonardo é muito respeitado, e seria bem recebido pela imprensa nacional e estrangeira. Ele tem uma personalidade amigável e pode tentar, com seu carisma, diminuir as críticas sobre eventuais tropeços

Fator contrário – Como tem pouca experiência como treinador, Leonardo corre o mesmo risco que Dunga: ser rejeitado logo de cara. Nesse caso, um momento de dificuldade pode se tornar bem mais difícil.

R7