Quando pensamos em robótica geralmente associamos o tema a alta tecnologia, robôs super inteligentes e futurísticos. Entretanto, o professor de matemática, João Paulo Falcão, utiliza recursos mais modestos para trabalhar o conteúdo programático em sala de aula: ele adapta resíduos eletrônicos (sucatas) e transforma em materiais pedagógicos participativos.

Durante o primeiro dia do 16º Congresso Latino-americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware), João Paulo compartilhou um pouco de sua experiência com alunos da Escola Municipal Pedro Carnaúba, em Viçosa, no Alagoas. A palestra contou com abordagens teóricas e práticas.

Entre as atividades que os participantes puderam colocar a mão na massa estavam o “sustinho”, o “soprobô” e um carrinho sustentável. Tudo isso, usando materiais simples, acessíveis e de baixo custo como canudos, palitos de picolé, CDs descartados, papelão e muita criatividade. Além de reaproveitar equipamentos que muitas vezes acabam sendo descartados de forma imprópria e prejudicando o meio ambiente, a ideia é trazer mais dinamismo para sala de aula, envolvendo alunos em atividades que exigem colaboração, interação e muita prática.

De acordo com João, quando os alunos são inseridos no processo de ensino, eles se sentem mais valorizados e absorvem o conhecimento de forma mais fácil mesmo os conceitos mais “complicados” de matemática, física e robótica. “Tenho um aluno especial que não se concentrava em nenhuma outra matéria e reprovava constantemente.

Na minha aula ele é um dos mais aplicados e demonstrou avanços significativos”, detalhou complementando que incrementar novas abordagens aos processos tradicionais de educação é o cenário ideal para obter bons resultados com estudantes de todas as idades.

 

Por Humberto Júnior com ASSESSORIA DE IMPRENSA DA LATINOWARE

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